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CRÍTICA: UMA SEGUNDA CHANCE

Crítica by Raphael Ritchie: Baseado no romance homônimo de Colleen Hoover, Uma Segunda Chance se constrói sobre um terreno emocional bastante familiar para quem acompanha a autora: histórias marcadas por culpa, trauma e a tentativa quase desesperada de reorganizar a própria vida depois de um erro que parece impossível de apagar.




A trama acompanha Kenna, uma mulher que retorna à pequena cidade do Wyoming após passar sete anos na prisão. O tempo cumprido não funciona como absolvição, mas como uma espécie de marca permanente. Cada rosto que ela encontra carrega memória, julgamento e desconfiança.

O passado não ficou para trás, ele continua presente nas ruas, nas conversas interrompidas e nos silêncios que surgem sempre que ela tenta se aproximar de alguém.




O motor emocional da narrativa está na tentativa de conhecer a filha que ela nunca pôde criar. É nesse ponto que o filme organiza sua estrutura dramática e encontra seu principal eixo afetivo.

A maternidade aparece menos como um ideal romântico e mais como uma possibilidade distante, constantemente mediada por culpa, ressentimento e pela sensação de que talvez algumas consequências nunca possam ser completamente reparadas.



Dentro desse percurso, o filme abraça sem muita resistência uma lógica melodramática bastante tradicional. As emoções são diretas, os conflitos familiares ocupam o centro da narrativa e o caminho da redenção é conduzido com uma previsibilidade que por vezes aproxima o filme de um território quase genérico.

Ainda assim, há um entendimento claro do tipo de história que está sendo contado e do público que provavelmente se reconhecerá nesse tipo de drama.




A adaptação preserva o sentimentalismo característico das obras de Colleen Hoover e aposta na intensidade emocional como principal ferramenta narrativa. Para leitores da autora, essa fidelidade funciona como um elemento de identificação imediato.

Para quem chega sem esse repertório, a sensação pode ser a de assistir a uma história que percorre caminhos muito conhecidos.



Mesmo assim, Uma Segunda Chance encontra momentos em que a simplicidade da proposta se transforma em reflexão. O filme observa como a sociedade raramente oferece espaço real para recomeços e como a culpa, quando compartilhada por uma comunidade inteira, pode se tornar uma sentença que ultrapassa qualquer punição formal¨.

“Uma Segunda Chance” acompanha Kenna, interpretada por Maika Monroe, que comete um erro imperdoável que a leva à prisão. Sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal, no Wyoming, na esperança de reconstruir a vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha pequena, Diem, vivida por Zoe Kosovic, a quem nunca conheceu.




Quando os avós de Diem, que têm a guarda da neta, recusam as tentativas de Kenna para ver a filha, ela encontra uma compaixão inesperada — e depois algo mais verdadeiro e profundo — em Ledger (Tyriq Withers), ex-jogador da NFL (Liga de Futebol Americano) e dono de um bar local.

À medida que o romance secreto entre os dois se desenvolve, também aumentam os perigos para ambos, o que leva Kenna à uma grande decepção e, finalmente, à esperança de uma segunda chance.

Com uma equipe criativa totalmente feminina, Vanessa Caswill dirige o filme a partir do roteiro escrito por Colleen Hoover, autora de best-sellers como “É Assim que Acaba”, e Lauren Levine, produtora de “Ponte para Terabítia”. Ambas também assinam a produção, ao lado de Gina Matthews, de "De Repente 30”, com produção executiva de Robin Mulcahy Fisichella.

Distribuído pela Universal Pictures, com produção da Heartbones Entertainment e Little Engine, “Uma Segunda Chance” chega aos cinemas brasileiros em 19 de março também em versões acessíveis.



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