Crítica by Raphael Ritchie: ¨Maldição da Múmia (2026) constrói sua base em um dos impulsos mais antigos do horror, aquele retorno que deveria confortar, mas chega carregado de estranhamento, transformando a ideia de lar em algo instável e desconfortável.
A premissa é direta, até familiar, e o filme encontra força ao tensionar o ambiente doméstico, onde cada gesto cotidiano perde naturalidade e cada interação carrega um incômodo difícil de ignorar.
Existe um cuidado perceptível na construção da atmosfera, principalmente na forma como a narrativa segura o ritmo no início, permitindo que a inquietação cresça de maneira gradual, sustentada por olhares, pausas e pequenas rupturas no comportamento da personagem que retorna.
O horror se apoia menos na presença explícita da múmia ou da maldição e mais na deterioração emocional entre os personagens, criando um clima em que a dinâmica familiar se transforma de forma silenciosa, porém constante.
Ao mesmo tempo, o filme não escapa das convenções que abraça. Há momentos em que a previsibilidade se impõe, não exatamente como um problema, mas como uma escolha segura que limita o impacto de certas viradas.
Ainda assim, a mitologia construída ao redor da maldição demonstra atenção, oferecendo consistência suficiente para sustentar o envolvimento mesmo quando a narrativa segue caminhos já conhecidos. Esse universo, mesmo sem grandes novidades, se mantém coeso e funcional.
O equilíbrio entre o drama familiar e o horror sobrenatural funciona de maneira irregular, mas sincera. Quando acerta, o filme cria uma tensão que ultrapassa o susto imediato e direciona o olhar para o impacto emocional da situação. Quando não, recorre a soluções mais previsíveis que enfraquecem parte da experiência.
É um filme que se estabelece como um terror sólido, consciente de suas referências e confortável dentro delas, sustentando uma experiência eficaz, ainda que sem grandes surpresas, e revelando um filme que poderia ter ido além ao se arriscar mais em suas escolhas¨.
Lee Cronin (A Morte do Demônio: A Ascenção) dirige e roteiriza essa história de terror ousada e perturbadora, estrelada por Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace, e Veronica Falcón. Na trama, o público conhecerá uma família cuja vida é virada de ponta cabeça após o sequestro da filha mais velha, Katie, no Cairo. Oito anos depois, a menina é encontrada, porém a felicidade do reencontro logo se transforma em pesadelo.
Sobre o filme
Logo após A Morte do Demônio: A Ascensão, ressurreição recordista de bilheteria, o roteirista e diretor Lee Cronin volta ao cinema para contar de forma audaciosa e perturbadora uma das histórias de terror mais icônicas de todos os tempos, com Maldição da Múmia.
A jovem filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar rastros. Oito anos depois, a dilacerada família fica chocada quando ela retorna para casa, e o que deveria ser um reencontro feliz se transforma em um pesadelo vivo.
Maldição da Múmia é estrelado por Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace, e Veronica Falcón. Escrito e dirigido por Cronin, o filme tem produção de James Wan, Jason Blum e John Keville. Os produtores executivos são Michael Clear, Judson Scott, Macdara Kelleher e Lee Cronin.
A produção criativa de Maldição da Múmia nos bastidores conta com uma equipe de prestigiados artesãos do cinema como o diretor de fotografia Dave Garbett; o diretor de produção Nick Bassett; o editor Bryan Shaw; a figurinista Joanna Eatwell; as diretoras de elenco Terri Taylor e Sarah Domeier Lindo; e a trilha sonora foi composta por Stephen McKeon.
New Line Cinema, Atomic Monster e Blumhouse apresentam uma produção Wicked/Good, um filme de Lee Cronin, Maldição da Múmia, que será distribuído em todo o mundo pela Warner Bros. Pictures nas salas de cinema e IMAX a partir do dia 15 de abril de 2026.



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