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CRÍTICA: O ADVOGADO DE DEUS.

¨O Advogado de Deus se apresenta como um drama disposto a atravessar fé, moral e justiça, mas logo deixa claro que sua prioridade não está na construção de tensão ou ambiguidade, e sim na reafirmação de uma lógica espiritual já bastante conhecida.


A trajetória de Daniel, que poderia explorar zonas de dúvida entre crença e responsabilidade, acaba engolida por uma estrutura que prefere explicar do que provocar, conduzir do que questionar, como se cada acontecimento precisasse vir acompanhado de uma justificativa pronta.

O filme se ancora em elementos clássicos de narrativas espíritas, desde interferências diretas de entidades até a ideia de que tudo responde a uma engrenagem moral invisível, e isso não seria necessariamente um problema se houvesse espaço para conflito real dentro dessa lógica.




O que se vê, porém, é um encadeamento de soluções externas que enfraquecem qualquer sensação de risco, criando uma dinâmica onde os dilemas deixam de existir no momento em que são explicados.

Há uma insistência em diálogos expositivos que sublinham aquilo que já está evidente, transformando personagens em porta vozes de conceitos, e não em indivíduos atravessados por contradições.




Essa escolha pesa ainda mais quando as atuações não encontram naturalidade, soando artificiais em momentos que pediriam entrega emocional mais contida, o que compromete a imersão e reforça a sensação de distanciamento.

A direção segue um caminho funcional, com uma estética próxima da televisão, sem grande elaboração visual que ajude a sustentar a dimensão dramática da história.

Quando a narrativa tenta ampliar seus conflitos, acaba se tornando rocambolesca, acumulando situações pouco orgânicas que parecem existir apenas para conduzir a próxima explicação espiritual.




Fica a impressão de um filme mais interessado em transmitir uma mensagem do que em construir um drama consistente, apostando em um conjunto de soluções que simplificam aquilo que poderia ser complexo.

Para quem já reconhece e se conecta com esse tipo de abordagem, pode haver algum nível de envolvimento, mas fora disso, a experiência tende a soar limitada e previsível¨.

Dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar 1 e 2), ‘O Advogado de Deus’ estreia na quinta-feira, dia 16 de abril, em mais de 50 cidades de Norte a Sul do Brasil.



Baseado no best-seller de Zíbia Gasparetto (autora de Ninguém é de Ninguém, também adaptado para o cinema por Wagner de Assis) e Lucius, o filme é um drama de suspense espiritual que tem como fio condutor a justiça - a dos homens e a de outros planos.

O elenco traz Nicolas Prattes, Danilo Mesquita, Lorena Comparato, Leticia Braga, Beth Goulart, Augusto Madeira, Eucir de Souza, Henri Pagnoncelli, Gisele Fróes, entre outros. Com produção da Cinética Filmes, coprodução da Sony Pictures International Productions e codistribuição da Sony Pictures e Film Connection, a obra narra uma história de amor que envolve crimes do passado e do presente.




“Este filme traz uma concepção mais ampla de justiça ao propor a existência de outras vidas e realidades”, comenta o diretor Wagner de Assis. “E se a justiça dos homens falhar? Existe uma justiça divina?”, acrescenta.

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FICHA TÉCNICA:
Uma produção Cinética Filmes e Sony Pictures International Productions
Nicolas Prattes como Daniel
Danilo Mesquita como Alberto
Lorena Comparato como Lídia
Lucas Leto como Rubinho
Eucir de Souza como José Luiz Camargo
Leticia Braga como Lanira
Henri Pagnoncelli como Antônio Camargo
Gisele Froes como Alice de Almeida
Augusto Madeira como Antônio de Almeida
Helga Nemetik como Josefa
Catarina Saibro como Juçara
Participação especial Beth Goulart como Maria Júlia Camargo
Direção de fotografia: Kika Cunha
Som Direto: PC Azevedo
Direção de arte: Clara Rocha
Figurino: Pilar Salgado
Produção de elenco: Viviane Avila
Edição: Pedro Silveira
Desenho de Som: PC Azevedo
Trilha Sonora Original: Marcelo Manga
Efeitos visuais: Zeca Esperança
Produção executiva: Adriano Lírio
Produção: Richard Ávila
Produção, Roteiro e Direção: Wagner de Assis



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