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CRÍTICA: PINÓQUIO

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Há uma certa confusão construída já na porta de entrada desse filme, especialmente quando ele se apresenta em alguns mercados como uma nova versão de Pinóquio.




O que está em jogo aqui, no entanto, é Buratino, personagem criado por Alexei Tolstoy a partir do conto italiano, mas que segue por um caminho próprio, menos comprometido com lições morais diretas e mais interessado em explorar o comportamento impulsivo de um boneco que ainda está descobrindo o mundo.

Essa diferença muda o eixo da narrativa. Enquanto Pinóquio costuma carregar um arco mais evidente de amadurecimento, Buratino se move com liberdade, guiado por curiosidade e travessura, sem que o filme sinta necessidade de enquadrar cada ação dentro de uma moral rígida.

A história avança de forma leve, sustentada por encontros e pequenas situações que priorizam o dinamismo em vez de qualquer aprofundamento mais ambicioso.

O tom acompanha essa escolha. A estrutura se aproxima de um musical infantil, com canções que entram em cena para manter o ritmo ativo e garantir um fluxo contínuo de entretenimento.

As músicas funcionam bem, cumprem seu papel com eficiência e ajudam a dar identidade à experiência, especialmente quando combinadas com uma dublagem em português que soa natural e contribui para a imersão do público.

Existe também um esforço claro de tornar tudo acessível. A narrativa não se complica, evita desvios e aposta em uma condução direta, pensada para atingir um público amplo sem exigir muito em troca. Isso reforça a sensação de um filme que entende exatamente o espaço que ocupa, sem pretensão de ir além dele.




A associação com Pinóquio, nesse contexto, parece mais uma estratégia de aproximação do que um reflexo real da obra. Funciona para atrair atenção, mas não traduz com precisão o que o filme entrega, o que pode causar um certo desencontro de expectativas.

Ainda assim, a experiência se mantém agradável. O ritmo segura o interesse, os números musicais sustentam a energia e a simplicidade acaba jogando a favor, transformando o filme em um passatempo eficiente, desses que não ficam, mas também não incomodam¨.

Quando o carpinteiro Gepeto vê uma estrela cadente, ele deseja que o boneco que acabara de terminar, Pinóquio, se torne um menino de verdade. Naquela noite, o desejo de Gepeto se realiza, dando início a uma série de inúmeras aventuras.

Dirigido por Igor Voloshin, o filme conta com roteiro de Aksinya Borisova, Alina Tyazhlova, Andrey Zolotarev e produção de Aleksandr Andryushchenko, Denis Baglay, Fedor Bondarchuk, Anastasiya Korchagina. A distribuição nacional é da Paris Filmes.

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