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CRÍTICA: LOVE KILLS

Crítica by Raphael Ritchie : ¨Love Kills tenta fazer o improvável ao colocar uma vampira para circular pela Cracolândia e transformar isso em uma metáfora sobre afeto, desejo e pertencimento.




Mas o resultado é uma mistura confusa de intenções e referências que se perde antes mesmo de estabelecer o próprio tom.

A ideia de inserir o gênero fantástico em um cenário urbano real e marginalizado poderia ser interessante se não fosse tratada de forma tão superficial.

A Cracolândia aparece como pano de fundo mas nunca como parte real da narrativa.

E a protagonista Helena parece existir apenas como um rascunho de personagem com conflitos rasos e motivações soltas.



A metáfora do vampirismo como trauma ou exclusão até surge mas nunca se desenvolve de fato. Fica só na sugestão fácil.

A relação entre ela e Marcos o garçom ingênuo também não avança.

O filme parece querer construir um vínculo afetivo entre os dois mas o que vemos é uma sequência de interações mecânicas sem química nem tensão.

Falta emoção falta perigo falta qualquer coisa que justifique a existência dessa dupla como centro dramático da trama.

A tentativa de criar um híbrido entre o realismo urbano e o gênero fantástico exige muito do espectador mais do que o filme está disposto a oferecer.

O tom oscila entre o grotesco e o melodramático a direção parece hesitante e a sensação constante é a de que estamos assistindo a um piloto de novela com ambições estéticas que não se sustentam.

Os efeitos são limitados a ambientação não contribui para criar atmosfera e até as atuações oscilam entre o amadorismo e o exagero.




Tudo soa improvisado mas sem charme ou intenção. A escolha de fazer um filme de vampiros no Brasil poderia ser uma lufada de ar fresco mas Love Kills entrega mais constrangimento do que provocação.

O que sobra é um projeto que tenta ser original mas tropeça em cada tentativa.

Nem como alegoria nem como drama nem como fantasia urbana ele funciona.

E para um filme que fala tanto sobre fome é curioso como consegue deixar a gente tão vazio¨.




Estreia o novo terror-romantasia Love Kills, distribuído pela O2 Play.

O primeiro longa-metragem dirigido por Luiza Shelling Tubaldini é uma adaptação da aclamada graphic novel homônima de Danilo Beyruth, levando para o cinema o encontro entre uma jovem vampira e um humano que não conhece as forças que habitam as camadas mais obscuras da cidade.

A produção do filme é da Filmland Internacional.

O filme esteve em competição no maior festival de filmes de fantasia do mundo - Sitges, na Espanha - e, incrivelmente, já tem distribuição nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Coréia do Sul, Áustria, Itália, Índia, e tem sido a sensação dos mercados internacionais.

O thriller, uma romantasia, que também funde elementos de crítica social e romance soturno, é ambientado no centro de São Paulo, afetado pelo impacto das drogas. A jovem e imortal vampira Helena, interpretada por Thais Lago (DNA do Crime, 3%) chama a atenção do ingênuo e mortal garçom Marcos, vivido pelo ator Gabriel Stauffer (De Volta Aos 15) que descobre o submundo da cidade, conforme passa a desvendar os segredos da garota, e acaba sendo envolvido por uma rede perigosa de intrigas, colocando em xeque a própria mortalidade.

Além de sua estreia no mais importante festival de fantasia do mundo, Sitges, na Espanha, esteve no BIFFF - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Bruxelas, o festival europeu mais respeitado no mundo da fantasia, além do Marché du Film, mercado oficial do Festival de Cannes em 2026 e neste mês esteve no Montevideo Fantástico, festival do Uruguai dedicado a obras nacionais e internacionais de terror, fantasia e ficção científica.

O filme também participou do Festival do Rio 2025, onde se destacou por ter recebido o prêmio de Melhor Som, e foi exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema.

A diretora Luiza Shelling Tubaldini iniciou sua carreira no cinema há mais de 20 anos, inicialmente como produtora/roteirista, e também produziu diversos curtas-metragens, como De Glauber para Jirges (2005), exibido hors concours no Festival de Veneza, e 14 Bis (2006), distribuído internacionalmente — ambos dirigidos por André Ristum.

Em 2021, alcançou grande destaque com A Princesa da Yakuza, que chegou à Netflix liderando o top 10 no Brasil por dez dias e figurando entre os filmes mais vistos do mundo na semana de estreia.




SINOPSE

No centro de São Paulo, devastado pelas drogas, uma jovem vampira, Helena, assombra um estranho café na metrópole, cativando um ingênuo garçom. À medida que descobre os segredos dela e o submundo da cidade, ele é atraído para um mundo perigoso de intrigas imortais, desafiando sua mortalidade.


FICHA TÉCNICA

Diretora: Luiza Shelling Tubaldini

Produtores: Luiza Shelling Tubaldini, André Skaf e Edgard de Castro

Produtora executiva: Magali Assenço

Diretor de fotografia: Jacob Solitrenick

Designer de produção: Claudia Andrade

Figurino: Joanna Ribas e Gabriela Monnerat

Maquiagem: André Anastacio

Assistente de direção: Flavinha A Gomes

Som: Tales Manfrinato

Roteiro: Luiza Shelling Tubaldini

Coprodutor: Magali Assenço

Editor: Danilo Lemos, Larissa Armstrong e Chris Tex


@agencialema @o2filmes

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