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CRÍTICA: TODO MUNDO EM PÂNICO 6

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Vinte e seis anos depois de escaparem de um assassino mascarado que parecia saído de uma versão particularmente distorcida de Pânico, Cindy Campbell e companhia voltam a ser perseguidos por uma nova onda de caos, referências e piadas que transformam qualquer tentativa de ordem em mais um alvo da sátira.




A essa altura, não resta praticamente nenhuma franquia de terror, fenômeno cultural ou propriedade intelectual intocada pelo olhar debochado da série.

Todo Mundo em Pânico retorna sem qualquer interesse em reinventar sua identidade. Pelo contrário.

O longa entende perfeitamente o que tornou a franquia tão popular nos anos 2000 e aposta novamente em humor absurdo, situações deliberadamente exageradas e uma sequência incessante de referências que surgem antes mesmo que a anterior tenha tempo de se acomodar.

É uma abordagem que preserva o espírito dos filmes clássicos e evita a armadilha de tentar modernizar a série a ponto de descaracterizá-la.




Embora exista uma narrativa central conduzindo os personagens, ela frequentemente é interrompida para abrir espaço a esquetes que funcionam de forma independente.

Algumas delas surgem apenas para satirizar um lançamento recente, uma figura popular da internet ou algum elemento do terror contemporâneo.

Essa estrutura fragmentada sempre esteve presente na franquia, mas aqui ela se torna mais evidente, enfraquecendo a coesão da história e reduzindo o impacto de determinados acontecimentos.

Ainda assim, boa parte dessas interrupções justifica sua presença pela eficiência das piadas. O filme abraça o nonsense sem qualquer preocupação em parecer sofisticado ou plausível, característica que continua sendo uma de suas maiores qualidades.




Quando o humor acerta, relembra imediatamente por que a série conquistou um público tão fiel. Quando falha, a costura narrativa se mostra mais exposta e o ritmo perde força por alguns instantes.

As referências ao terror atual e à cultura pop contemporânea ajudam a atualizar a fórmula sem abandonar suas origens, demonstrando uma compreensão bastante clara das expectativas do público.

O resultado funciona muito mais pela soma de momentos isolados do que pela construção de uma história memorável, mas isso dificilmente será um problema para quem procura exatamente aquilo que a franquia sempre ofereceu: uma sucessão de situações absurdas, comentários irreverentes e piadas disparadas em todas as direções¨.



No sexto filme da franquia de comédia, eles se veem envolvidos com assassinos, monstros e criaturas sobrenaturais em uma trama que ironiza remakes, sequências, requels, prequels, spin-offs. Nenhum clichê sobrevive.

Os Wayans estão de volta para acabar com a cultura do cancelamento.

No elenco, Chris Elliott, Lochlyn Munro, Heidi Gardner, Damon Wayans Jr. e Savannah Lee Nassif, entre outros nomes.

A direção é de Michael Tiddes e o roteiro é assinado por Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez.

O filme é uma produção da Miramax, Original Film e Wayans Brothers. A distribuição é da Paramount Pictures.




“Todo Mundo em Pânico” chega aos cinemas brasileiros em 4 de junho e conta com sessões antecipadas a partir do dia 3.

Todo Mundo em Pânico - 4 de junho nos cinemas
@paramountbrasil

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