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SAIBA TUDO O QUE ROLOU NA COLETIVA DE IMPRENSA DE ¨TRAGO SEU AMOR¨UMA COMÉDIA ROMÂNTICA QUE VAI TE ENFEITIÇAR.

By Raphael Ritchie: Trago o Seu Amor” aposta em magia, romance e representatividade para renovar a comédia romântica brasileira.




Durante coletiva realizada na última segunda-feira (2), a equipe de Trago o Seu Amor falou sobre os bastidores da produção, os desafios de atualizar o gênero da comédia romântica para uma linguagem mais próxima da Geração Z e a construção de uma história que mistura magia, amadurecimento emocional e diferentes formas de afeto.

Com estreia marcada para 11 de junho nos cinemas, o longa acompanha Mia, uma jovem bruxa que trabalha realizando amarrações amorosas em uma cidade onde magia e cotidiano convivem naturalmente. A partir desse universo fantástico, o filme discute consentimento, responsabilidade emocional e os riscos de se apaixonar.




Para o produtor executivo Léo Ribeiro, da TV Zero, o projeto chamou atenção justamente por unir elementos tradicionais da comédia romântica a uma identidade própria.

“Era uma comédia romântica como muitas que a gente já viu por aí, mas com um universo mágico muito especial. A gente viu uma história que, ao mesmo tempo que era universal, podia falar muito bem com o público brasileiro”, afirmou.

A diretora Cláudia Castro explicou que uma das principais preocupações da equipe foi evitar os estereótipos tradicionais associados à figura da bruxa.

“Eu não queria que essa nossa bruxa estivesse dentro desse universo que a gente já conhece. Queria que ela fosse uma menina contemporânea. Nessa cidade que a gente criou, os bruxos e as pessoas normais convivem de uma maneira apaziguada”, explicou.

Segundo a cineasta, a construção visual da protagonista passou justamente pela ideia de uma jovem inserida na cultura contemporânea.



“Essa personagem é muito consumista, muito frugal. Ela ganha dinheiro para comprar coisas que vai usar uma vez e nunca mais vai usar. Foi aí que eu descobri quem era a Mia.”

Além do romance, um dos temas mais discutidos durante a coletiva foi a responsabilidade afetiva. Para Giovanna Grigio, que interpreta Mia, a principal regra do universo do filme funciona como uma metáfora para relações reais.

“A grande regra desse universo é que você não pode enfeitiçar alguém sem o consentimento da pessoa. Isso é uma metáfora muito simbólica para muitas coisas da nossa vida.”

A atriz acredita que a jornada da personagem está ligada justamente ao abandono do controle sobre os próprios sentimentos.

“A Mia encontra muito conforto nesse poder meio torto dela. Mas amor é você poder discordar, conversar e crescer junto com outra pessoa. Para isso, você precisa abrir mão do controle.”




Já Cláudia Castro destacou que as atitudes da protagonista não surgem de maldade, mas de inexperiência emocional.

“Essa ultrapassagem que ela faz acontece por puro desconhecimento e inexperiência. A gente acompanha a Mia chegando à vida adulta e lidando com responsabilidades e descobertas sobre ela mesma.”

Outro ponto bastante comentado foi a representação LGBTQIA+ presente na trama. Tanto Giovanna Grigio quanto Gessica Kayane ressaltaram que o filme opta por tratar seus relacionamentos de forma natural, sem transformar a orientação sexual dos personagens no centro do conflito.




“A construção cuidadosa entre Mia e Renê acontece sem entrar em grandes pautas. São duas mulheres que entendem que se completam em suas diferenças”, afirmou G.

Para Giovanna, essa abordagem permite que a história seja contada sob outra perspectiva.

“A sociedade não é necessariamente a inimiga das nossas personagens. É uma história de amor com suas próprias questões.”

Cláudia revelou que a naturalidade foi tão presente durante o desenvolvimento que o tema sequer foi tratado como algo extraordinário nos bastidores.

“Em nenhum momento a gente sentou para dizer que estava fazendo uma história de duas meninas. Simplesmente aconteceu. Era natural para todo mundo.”

A trilha sonora também recebeu destaque durante a conversa. Segundo a diretora, ela foi fundamental para definir o tom do longa.

“Quando eu encontro a trilha, eu consigo desejar a montagem, o ritmo de atuação. Essa trilha foi tão importante que existia uma música que tocava todos os dias no set e virou uma espécie de hino para a equipe.”

O ator João Manoel, intérprete de Yuri, contou que a música ajudava inclusive na preparação das cenas.




“Ela estabelecia um clima para o set e para quem estava em cena. A gente começava o dia já entrando naquele universo.”

Ao falar sobre o personagem, João destacou o processo de amadurecimento emocional vivido ao longo da trama.

“Eu admiro personagens que, apesar das limitações e dos erros, vão em busca dos seus desejos. O Yuri começa perdido nos próprios sentimentos e termina entendendo melhor quem ele é.”

Nos minutos finais da coletiva, a equipe foi convidada a resumir a essência do filme em uma única cena. A resposta mais recorrente envolveu justamente o momento em que Mia percebe que está apaixonada pela primeira vez.

“Ela percebe que está apaixonada e fica completamente perdida. Acho que todo mundo já passou por isso em algum momento da vida”, resumiu Léo Ribeiro.




A distribuidora H2O Filmes aposta no lançamento como uma das opções para o período do Dia dos Namorados. Segundo a diretora executiva Lúcia Burmeister, o longa chegará a mais de 200 salas pelo país.

“A ideia é ser o filme do Dia dos Namorados. Mas também é para quem está solteiro, para quem está procurando um amor e para quem já viveu todas essas confusões sentimentais que o filme retrata.”

Misturando fantasia, romance e amadurecimento emocional, Trago o Seu Amor aposta justamente na identificação com essas experiências universais para conquistar o público quando chegar aos cinemas em 11 de junho.

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