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CRÍTICA: CORAÇÃO PARTIDO

Crítica by Jhow Foster¨A narrativa gira em torno de Polina, uma jovem recém-chegada a uma nova escola que se torna alvo fácil de bullying.


Sem saídas fáceis, ela toma uma decisão extrema: faz um pacto de namoro de mentira (fake dating) com Bars, o garoto mais temido, enigmático e rebelde do colégio, em troca de proteção contra seus algozes.




​A partir daí, o roteiro segue à risca a cartilha do gênero:

​A transição previsível do ódio ou indiferença para a paixão genuína.
​Os mal-entendidos orquestrados apenas para gerar conflito temporário.
​Os encontros "despretensiosos" desenhados sob medida para criar tensão sexual juvenil.




​Atuações, Química e "Vergonha Alheia":

​Se analisado sob a ótica da atuação e do rigor dramático, o filme falha visivelmente.

O elenco secundário entrega atuações rígidas e caricatas, e as situações criadas para validar a dinâmica do casal frequentemente beiram o absurdo.

​No entanto, o longa se salva por dois fatores cruciais:

​Química dos Protagonistas: Veronika Zhuravleva (Polina) e Daniel Vegas (Bars) conseguem gerar uma faísca real em cena. Mesmo quando os diálogos soam artificiais, a dinâmica visual e a intensidade entre os dois funcionam, sustentando a atenção do espectador.

​O filme é tão saturado de clichês e situações melodramáticas que ultrapassa a barreira do incômodo e vira comédia involuntária. É o típico caso do "tão ruim que fica bom. Em vários momentos, o sentimento de vergonha alheia se transforma em risadas francas, tornando a experiência leve e fluida.




​Trilha Sonora e Produção:

​Um dos pontos altos mais inesperados da produção é a escolha musical. A inclusão de faixas do BTS na trilha sonora traz uma energia pop contagiante que eleva as cenas de transição e dá um ritmo mais moderno e global ao longa, dialogando diretamente com o público-alvo da obra.

​Para quem acompanhou o encerramento tenso do primeiro longa, a boa notícia é que o desfecho dramático não ficará sem resolução. Sendo o capítulo inicial de uma duologia, a continuação já está devidamente confirmada.

No fim das contas, Coração Partido cumpre com louvor seu papel como "guilty pleasure": não vai ganhar prêmios de cinema, mas é um passatempo extremamente cativante para quem busca um romance clichê, uma boa trilha sonora e uma boa dose de diversão sem compromisso¨.

A produção é adaptada do best-seller de Anna Jane, uma das autoras mais lidas do gênero, e estreia em 20 de agosto nos cinemas brasileiros.




O longa acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas próprias regras.

O que começa com um “fake dating” logo evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento.

O elenco do longa conta com Veronika Zhuravleva, Daniel Vegas, Alya Mayer, Maksim Saprykin, Evgeniya Loza e Pavel Kuzmin. A direção é de Mikhail Vaynberg.



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