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CRÍTICA: A CAIXA DO DEMÔNIO

Crítica by Jhow Foster: ¨Se há algo que define Lockbox (Caixa do Demônio), novo filme do diretor Daniel Stamm (O Último Exorcismo, A Luz do Demônio), é a profunda sensação de desperdício.




Quando nos deparamos com um elenco liderado por Carla Gugino (A Maldição da Residência Hill, A Queda da Casa de Usher) e Lou Taylor Pucci (A Morte do Demônio / Evil Dead 2013), a expectativa criada é a de, no mínimo, um terror psicológico decente ou um suspense bem trabalhado. O resultado final, contudo, é uma obra enfadonha, genérica e constrangedora.

A premissa do filme acompanha Ellen Hershbergen (Carla Gugino), uma mulher solitária que decide se mudar para a pacata e pequena vila de Pontiac após a morte de sua mãe.

Procurando paz, sua rotina é totalmente abalada quando ela aceita acolher seu primo distante, Winthrop (Lou Taylor Pucci), um veterano do Exército profundamente traumatizado e com problemas mal resolvidos.




A partir da chegada dele, eventos estranhos e sobrenaturais começam a assombrar a casa. Ellen logo percebe que Winthrop está sendo caçado e possuído por uma perigosa entidade de outro mundo.

Ela se vê em um dilema assustador, colocando sua própria vida em risco para proteger o primo enquanto tenta descobrir a verdade por trás da força maligna que quer dominar a mente e o corpo dele.

Embora a ideia de um "horror de ambiente fechado" centrado em um artefato amaldiçoado tenha potencial, a condução de Daniel Stamm falha em absolutamente todos os frentes. A direção é preguiçosa e incapaz de construir qualquer tipo de atmosfera sufocante ou tensão real.

Em vez de utilizar o silêncio, enquadramentos bem pensados ou um terror psicológico mais elaborado, o filme se arrasta em um ritmo lento que provoca mais sono do que medo, apelando para clichês batidos e sustos telegrafados que não assustam ninguém.




​O roteiro é o ponto mais fraco da produção, recheado de diálogos expositivos e travados onde os personagens passam minutos explicando a mitologia do demônio em vez de vivenciá-la. Para fazer a história avançar, os protagonistas tomam decisões completamente ilógicas que destroem qualquer imersão.

Além disso, o filme acumula momentos de pura vergonha alheia, com cenas dramáticas que deveriam ser profundas, mas acabam soando cafonas e involuntariamente cômicas.




​O maior crime de A Caixa do Demônio é o que faz com seu elenco. Lou Taylor Pucci, que entregou uma atuação visceral e extremamente física no Evil Dead de 2013, surge apático e sem material de qualidade para trabalhar.

Já Carla Gugino, uma das atrizes mais carismáticas e talentosas do terror moderno, tenta visivelmente conferir peso e dignidade à sua personagem, mas não há milagre que salve falas tão pobres e uma direção de atores tão fraca.

No fim das contas, A Caixa do Demônio é um terror genérico e descartável que não assusta, não impressiona e deixa apenas a incômoda sensação de que dois grandes atores caíram de paraquedas em um projeto muito abaixo de suas capacidades¨.




As forças malignas de A CAIXA DO DEMÔNIO (“Lockbox”), que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (22), vão tornar este Halloween ainda mais perturbador. Com direção de Daniel Stamm, o longa conta a história de Ellen Hershbergen (Carla Gugino, “A Maldição da Residência Hill”), que passa a lidar com seres sobrenaturais depois de receber um parente misterioso em sua casa.

Ellen é uma pessoa solitária, que se muda para uma vila pequena e tranquila após a morte de sua mãe. Na nova casa, ela acolhe o primo Winthrop (Lou Taylor Pucci, “Você”), um veterano do Exército dos Estados Unidos com um passado conturbado.

A chegada do homem, no entanto, desencadeia uma série de eventos macabros e faz com que os moradores da região passem a desconfiar dele. Ellen, portanto, se vê em uma situação muito delicada: ela deve ajudar o parente traumatizado ou será que ele está guardando mais segredos do que aparenta?




A CAIXA DO DEMÔNIO é um prato cheio para os fãs do gênero, ainda mais durante a spooky season. Com uma trama repleta de revelações surpreendentes, jumpscares de tirar o fôlego e uma atmosfera de tensão única criada pelo Daniel Stamm, o filme traz uma reflexão sobre o preço da lealdade e sobre os monstros que mantemos por perto.

“Sempre que leio um novo roteiro, me pergunto: ‘Se algum louco arrancasse todos os elementos de gênero, a história ainda continuaria interessante?’ Nenhum roteiro jamais passou nesse teste com tanto louvor quanto A CAIXA DO DEMÔNIO”, afirmou Stamm sobre o longa.

Inspirado no episódio “The Lockbox” do podcast Knifepoint Horror, criado por Soren Narnia, ainda traz no elenco Katharine Isabelle, que ficou famosa por estrelar a franquia “Possuída”, Jed Rees (“Deadpool”), Donald Sales (“Criada”) e Madeleine Kelders (“Dezesseis Facadas”).

Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, A CAIXA DO DEMÔNIO estreia nos cinemas em 22 de outubro.

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