Crítica by Raphael Ritchie: ¨Thunderbolts surpreende ao entregar um filme da Marvel com alma — algo que andava raro no estúdio. No lugar de piadinhas a cada cinco minutos, temos personagens feridos, tentando se entender, se curar… ou pelo menos encontrar alguma razão pra continuar.
Florence Pugh é o fio condutor de tudo. Sua Yelena Belova segue afiada, mas agora com mais camadas — e mais dor. A química com David Harbour funciona de novo, e o restante da equipe, mesmo com pouco tempo de tela, tem peso dramático o suficiente pra não parecer figurante.
O tom é mais sombrio, mais sujo e instável — e isso é um elogio. O filme lida com saúde mental, depressão, traumas. Sem fazer disso um espetáculo. E, o melhor: sem tentar aliviar com uma piadinha fora de hora. Aqui, a dor dos personagens é parte da trama, não um obstáculo a ser ignorado.
A direção tem personalidade, a ação é bem coreografada e a estrutura, apesar de oscilar no ritmo durante os dois primeiros atos, fecha com um terceiro ato marcante — com emoção, conflito e um clímax que gruda na memória.
Thunderbolts respeita as convenções do MCU, mas busca ir além. Como os melhores filmes da Marvel já fizeram um dia¨.
Estrelado por Florence Pugh, David Harbour, Sebastian Stan, Wyatt Russel, Hannah-John Kamen e Julia Louis Dreyfu, Thunderbolts*, da Marvel Studios, chega hoje, 30 de abril, nos cinemas de todo o Brasil!
Dirigido por Jack Schreier, o filme reúne uma equipe incomum de anti-heróis com Yelena Belova, Bucky Barnes, Guardião Vermelho, Fantasma, Treinadora e John Walker. Depois de se verem presos em uma armadilha mortal armada por Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis Dreyfu), esses rejeitados desiludidos devem embarcar em uma missão perigosa que os forçará a confrontar os cantos mais sombrios de seus passados.
Será que esse grupo disfuncional se destruirá, ou encontrará redenção e se unirá antes que seja tarde demais?



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