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CRÍTICA: CREPÚSCULO - RELANÇAMENTO

Crítica by Raphael Ritchie: ¨O relançamento de Crepúsculo nas salas de cinema não é apenas um gesto nostálgico. É também um convite, talvez até um pequeno teste coletivo, para revisitar um fenômeno que ajudou a definir uma geração e entender como ele resiste ao tempo.




Quando estreou em 2008, o longa dirigido por Catherine Hardwicke encontrou um público muito específico: jovens que viam na história de Bella Swan e Edward Cullen uma mistura de romance proibido, intensidade emocional e fantasia acessível.

Era um cinema de sensação, menos preocupado com lógica ou acabamento técnico e mais interessado em capturar um tipo muito particular de desejo adolescente.

Revisto hoje, ele carrega marcas muito claras de sua época. A estética fria, quase azulada, os silêncios prolongados e a atuação contida de Kristen Stewart e Robert Pattinson podem soar estranhos para quem chega sem o filtro da memória afetiva.

Há uma rigidez ali, um ritmo que, para o público atual, acostumado a narrativas mais ágeis e explícitas, pode parecer lento demais, até desconfortável.

Mas é justamente nesse descompasso que a experiência encontra um novo tipo de leitura.




Para quem nunca viu, a história pode funcionar quase como uma cápsula do tempo, um retrato de como o romance jovem era construído antes da lógica dos algoritmos, antes da autoconsciência irônica dominar esse tipo de narrativa.

É um filme que leva seus sentimentos muito a sério, às vezes até demais, e isso pode causar tanto estranhamento quanto curiosidade.

Já para quem viveu o auge da saga, o reencontro tende a ser mais complexo do que simplesmente matar a saudade. O que retorna à tela não é exatamente como se lembrava, e talvez nunca tenha sido.

Algumas escolhas narrativas hoje parecem frágeis, certos diálogos soam excessivamente solenes, e a idealização do relacionamento central pode gerar leituras mais críticas do que na época de lançamento.

Ainda assim, algo permanece.

Existe uma honestidade emocional ali que resiste, mesmo quando o resto vacila. O longa não tenta ser maior do que é, e talvez por isso tenha marcado tanto.

Ele captura um sentimento específico, quase constrangedor de tão direto, o de viver tudo pela primeira vez como se fosse definitivo.

O relançamento, portanto, não serve apenas para revisitar um sucesso do passado, mas para reposicioná-lo.

Entre o afeto e o distanciamento, entre o olhar de quem foi e o de quem chega agora, a obra se revela menos como um clássico intocável e mais como um objeto cultural curioso, imperfeito, datado, mas ainda capaz de provocar alguma coisa¨.

Sinopse

Aos 17 anos, Bella Swan (Kristen Stewart) deixa Phoenix para morar com o pai na pequena e nublada cidade de Forks. Lá, ela conhece a misteriosa família Cullen.

O que Bella ainda não sabe é que os Cullen guardam um segredo: são vampiros imortais que escolheram viver escondidos, alimentando-se apenas de sangue animal para coexistir entre os humanos.

Bella se sente especialmente atraída por Edward Cullen (Robert Pattinson), mas a aproximação entre os dois acaba chamando uma atenção indesejada.

A saga completa já levou mais de 30 milhões de espectadores aos cinemas do país.

O elenco conta ainda com Taylor Lautner, Billy Burke, Peter Facinelli, Nikki Reed, Kellan Lutz e mais. A direção é de Catherine Hardwicke e roteiro de Melissa Rosenberg. A distribuição nacional é da Paris Filmes.

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