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CRÍTICA: BOM MENINO

Crítica by Fabrício Belvederesi: ¨Com a chegada do Halloween, começa a disputa para ver quem lança o melhor filme de terror do mês. Uma das apostas da Paris Filmes é Bom Menino, que traz uma das ideias mais criativas vistas nos filmes de entidade dos últimos tempos.




A história acompanha Todd (Shane Jensen), que acaba de se mudar com seu cachorro Indy para uma casa herdada do avô, falecido misteriosamente no local. Tudo piora quando uma entidade sobrenatural passa a atormentar Todd, deixando-o doente. O problema é que o único capaz de ver e pressentir essa assombração é o cachorro Indy.

Assim, Indy é lançado em uma corrida aterrorizante para tentar salvar a vida do dono e evitar que ele tenha o mesmo fim do avô.

A proposta do filme é extremamente original e faz o público se questionar: “como ninguém pensou nisso antes?”. Afinal, é comum nas crendices populares acreditar que os animais são sensíveis a atividades paranormais, o que desperta diversas lendas sobre cães e gatos que encaram o vazio ou rosnam para o nada.




Porém, não basta ter uma ideia inovadora — é preciso desenvolvê-la bem. Do ponto de vista do roteiro, o longa acaba pecando bastante. Há um mistério constante, em que o espectador não entende exatamente o que está acontecendo: por que aquela entidade está assombrando a casa, quais efeitos ela causa no cachorro e em seu dono, de onde vem e o que busca. Diante de tantos questionamentos, seria de esperar explicações plausíveis para o thriller, que infelizmente não são fornecidas ou bem elaboradas.

Apesar disso, a direção merece aplausos. O diretor Ben Leonberg conduziu a presença do cachorrinho Indy de forma excepcional. Leonberg e toda a equipe conseguiram extrair uma das melhores performances caninas já vistas em um longa-metragem, fazendo com que o animal tivesse destaque em cena e não se incomodasse com as câmeras que o filmavam o tempo todo — sem mencionar as emoções que o diretor conseguiu despertar de um cachorro, algo que nem o mais experiente dos críticos acreditaria possível.




É interessante notar que a direção também assumiu um papel importante na narrativa, mostrando o ponto de vista do cachorro. A câmera é usada em muitos ângulos baixos, cortando o rosto dos personagens humanos e dando ao público a dimensão de como é estar na pele do verdadeiro protagonista do filme — não o dono assombrado, mas sim seu pet, Indy.

A fotografia é belíssima e imersiva, ambientada em um cenário afastado e nevado, com tons de cinza, branco e marrom que transmitem uma forte sensação de isolamento em quem assiste.

Tudo isso contribuiria para um ótimo filme, que tem uma proposta inédita e uma direção artística refinada. Porém, a trama em si decepciona e deixa a audiência mais em dúvida e insatisfeita do que realmente aterrorizada e entretida¨.

“Bom Menino” é o primeiro longa-metragem dirigido por Ben Leonberg, que assina o roteiro com Alex Cannon. Shane Jensen interpreta Todd e o cachorro Indy dá vida ao protagonista. A distribuição nacional fica por conta da Paris Filmes.



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