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Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

By Raphael Ritchie: ¨O Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade apresentou sua 33ª edição em coletiva de imprensa em São Paulo, reforçando o tema “A Gente Quer+” e destacando que esta deve ser a maior edição da história do evento. 



Segundo o diretor do festival, André Fischer, o cenário financeiro foi desafiador, mas o Mix conseguiu crescer graças ao apoio internacional acumulado ao longo de três décadas. “Acho que vai ser a maior edição do festival de todos os tempos”, afirmou. “Num ano muito difícil de grana mesmo… conseguimos montar uma edição desse tamanho muito em função dos apoios internacionais”.

Fischer também explicou o conceito da campanha, que marca uma transição do discurso histórico de resistência para uma perspectiva de projeção de futuro. “A gente vem falando nos anos anteriores sobre resistir… e esse ano a gente entendeu isso assim: o MixBrasil é o espaço da gente querer mais. 

É o momento da gente projetar o que a gente quer, além de resistir”. Ele relembrou o histórico tecnológico do festival desde 1993 e destacou o protagonismo das novas linguagens, especialmente a inteligência artificial e experiências imersivas.

A programação cinematográfica foi apresentada por Marcio Miranda Perez, diretor de programação de cinema. Ele reforçou que esta é a edição com o maior número de filmes desde que entrou no festival, em 2014: 142 títulos de 33 países e 18 estados brasileiros. 

Entre eles, o longa de abertura “Me Ame com Ternura”, de Anna Cazenave Cambet, exibido em Cannes e apresentado pela diretora em São Paulo. Perez resumiu: “É um filme muito bonito… uma jornada de enfrentamento, sensível e contemporânea”.

A seleção internacional reúne obras premiadas em Sundance, Cannes, Karlovy Vary e outros festivais importantes. Já a Mostra Competitiva Nacional de Longas apresenta títulos inéditos na cidade, como “Apenas Coisas Boas” (Daniel Nolasco), “Apolo” (Tainá Müller e Ísis Broken), “Torniquete” (Ana Catarina Lugarini) e “Trago Seu Amor” (Cláudia Castro). 

O programador também anunciou que o Reframe passa a ser competitivo e que os curtas brasileiros vêm este ano de todas as regiões do país pela primeira vez.

Fischer retornou para detalhar a nova Mostra Competitiva de Inteligência Artificial, que recebeu 75 inscrições e selecionou 19 filmes do Brasil e do exterior. Ele destacou a rápida evolução técnica observada em um ano e a presença ativa de artistas pesquisando linguagem e representatividade. Além da competição própria, o Mix recebe também uma seleção do Festival Internacional de Vídeo e Inteligência Artificial de Marselha (FIVIA).

Na programação de teatro, o festival apresenta oito espetáculos, incluindo produções internacionais e obras que discutem experiências LGBTQIA+ na cidade de São Paulo. A seção Mix XR exibe experiências em realidade virtual e, pela primeira vez, um domo imersivo com sessões no Tendal da Lapa, incluindo o projeto Kancícà, uma coprodução França–Benin–Brasil dedicada a mitologias afro-diaspóricas.

O festival também destaca programação literária, exposições de artes visuais, performances e debates. A atriz Marisa Orth será homenageada com o Ícone Mix na noite de abertura e volta ao comando do tradicional Show do Gongo no Teatro Sérgio Cardoso, no dia 18.

A 33ª edição do MixBrasil acontece de 12 a 23 de novembro, com sessões e atividades em diversos espaços culturais da cidade, incluindo CineSesc, CCSP, IMS Paulista, Reserva Cultural, Cinemark Cidade São Paulo, Mário de Andrade, Museu da Diversidade Sexual e Tendal da Lapa. A maior parte da programação é gratuita ou com valores populares¨.

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