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CRÍTICA: ¨ASA BRANCA - A VOZ DA ARENA¨

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Asa Branca: A Voz da Arena acompanha a trajetória de Waldemar Ruy dos Santos desde sua origem humilde até o centro ruidoso dos grandes rodeios, seguindo a transformação de um competidor marcado por um acidente em alguém que descobre na locução não só uma vocação, mas um jeito de existir diante do mundo. 



A cinebiografia enxerga nessa virada uma mistura de força, sorte e carisma, tratando a reinvenção como movimento natural de quem tenta se reconstruir enquanto encara o peso da própria história.





A atuação de Felipe Simas explora esse contraste entre brilho público e fragilidade íntima, revelando um homem dividido entre o espetáculo e a vulnerabilidade. Mesmo que sua voz não combine totalmente com a de um narrador de rodeio, a carga emocional do personagem sustenta o percurso e reforça o desgaste que acompanha a fama e a pressão.



A ambientação dos rodeios surge como espetáculo visual, com microfones sem fio, rock pesado, fogos e helicópteros, ilustrando a transformação cultural que Asa provocou e mostrando como tradição e modernidade se fundem nesse universo. 

Quando o filme se volta para alcoolismo, drogas e doenças, ele tenta equilibrar respeito e contundência, abrindo espaço para pensar a relação entre carreira, saúde e responsabilidade emocional.



Dentro do cinema brasileiro contemporâneo, o longa dialoga com temas como identidade regional, cultura popular e memória, ampliando essa história individual para algo maior. 

A estrutura de ascensão queda redenção pode soar familiar, e alguns momentos dramáticos, especialmente os ligados à saúde, poderiam ter sido mais aprofundados. O contexto do rodeio também pode parecer distante para parte do público, exigindo do filme certa adaptação narrativa.



Ainda assim, Asa Branca: A Voz da Arena constrói um retrato humano que alterna espetáculo e silêncio, mostrando um homem que marcou a cultura brasileira enquanto tentava sobreviver às próprias sombras.





Integram o elenco Fabio Lago, Ravel Andrade, Camila Brandão e Lara Tremouroux. O filme conta com investimento da Claro, BNDES, FSA, ANCINE e BRDE, tem produção da Sentimental Filme, em coprodução com a Ventre Studio e Claro, e distribuição da Paris Filmes.




Ficha técnica

Direção: Guga Sander

Produzido por: Marcos Araujo e João Queiroz Filho

Produção Executiva: Juliana Bauer, Kátia Nascimento, Marina Aleixo e Justine Otondo

Roteiro: Rafael Câmara, Fernando Honesko, Celso Duvecchi e Pedro Penna

Direção de Fotografia: Carlos Zalasik, ABC

Direção de Arte: Fernanda Carlucci

Direção de Produção: Rafael Dutra

Assistente de Direção: Wally Araújo

Elenco por: Diana Galantini

Preparação de Elenco: Fernanda Rocha

Caracterização: Marcos Freire

Figurino: Flávia Lhacer

Som Direto: Carolina Barranco

Edição de Som e Mixagem: Rodrigo Ferrante

Montagem: Arthur Brito, AMC

Trilha Sonora: André Caccia Bava

Produção: Sentimental Filme

Coprodução: Ventre Studio e Claro

Investimento: Claro, BNDES, FSA, ANCINE e BRDE

Distribuição: Paris Filmes



Elenco

Felipe Simas: Asa Branca

Lara Tremouroux: Sandra

Camila Brandão: Jibóia

Fabio Lago: Jotapê

Ravel Andrade: Miltinho

Carlos Francisco: Wandão

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