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CRÍTICA: ¨2DIE4: 24 HORAS NO LIMITE¨.

 Um carro atravessa a madrugada de Le Mans enquanto os boxes permanecem em alerta constante. Mecânicos observam telas, pilotos alternam turnos, o som dos motores nunca desaparece completamente.




Ao longo de 24 horas, o filme acompanha Felipe Nasr no meio dessa engrenagem gigantesca que define uma das provas mais exigentes do automobilismo, transformando a corrida em uma experiência que oscila entre exaustão física, estratégia e uma tensão contínua que parece atravessar cada volta da pista.


Essa tentativa de aproximar o espectador da dimensão física da corrida ganha ainda mais peso pelo contexto do projeto. Trata se do primeiro longa brasileiro exibido em IMAX, uma escolha que deixa claro desde o início o interesse em apostar na escala da imagem e no impacto do som como motores da experiência.



Quando o filme se entrega a esse caminho, ele encontra seus momentos mais interessantes. O ronco constante dos motores, os carros atravessando a noite em velocidade quase abstrata e a proximidade com a pista ampliam a sensação de presença, como se o espectador ocupasse um lugar entre os boxes e o asfalto.

Ao mesmo tempo, a própria estrutura do filme é mais enxuta do que essa ambição técnica poderia sugerir. Apesar de apresentado como longa metragem, a sensação é de estar diante de um média metragem bastante direto, construído a partir de imagens captadas durante a própria corrida.




Muitas delas parecem nascer de registros espontâneos, fragmentos de bastidores, momentos rápidos de preparação das equipes, conversas nos boxes e pequenos intervalos de silêncio antes de mais uma sequência de voltas.

É justamente a partir desse material bruto que surge a tentativa de organizar a participação de Nasr em Le Mans como uma jornada dramática. Essa estrutura aparece aqui e ali, como se o filme buscasse transformar a corrida em um arco narrativo mais tradicional.



O problema é que o próprio material parece mais interessado em registrar o evento e suas engrenagens do que em moldar uma trajetória clara para o piloto.

Com isso, o olhar acaba se deslocando naturalmente para aquilo que a corrida tem de mais fascinante. O funcionamento coletivo das equipes, o entra e sai incessante dos boxes, as decisões tomadas em segundos e o desgaste que se acumula ao longo de um dia inteiro de prova passam a ocupar o centro da experiência.

Nesse cenário, o formato IMAX reforça ainda mais essa dimensão sensorial. A pista ganha escala, os carros ocupam a tela com velocidade e presença física, e o filme encontra sua força quando aceita funcionar como um mergulho direto na intensidade de uma prova que atravessa a noite e o dia sem pausa.

A narrativa nunca se consolida com a força que parece buscar, mas a vivência da corrida permanece ali, pulsando na imagem e no som¨.



“2DIE4: 24 Horas no Limite” acompanha o piloto Felipe Nasr durante as 24 Horas de Le Mans — prova de resistência mais antiga, exigente e famosa do automobilismo mundial.

A pré-venda de ingressos para ver o filme em salas IMAX já está disponível.

A produção levou dois anos para ser realizada e se destaca como uma obra de automobilismo sem precedentes. Desde sua concepção, o projeto foi pensado em large format, ideal para as maiores telas do mundo.

Ao redefinir o gênero por meio de inovação técnica e de uma narrativa imersiva em primeira pessoa, o longa foi vencedor do Motor Sports Film Award 2025 na categoria Melhor Documentário de Longa-Metragem.

O filme propõe uma experiência imersiva com telas gigantes, som de excelência e alta resolução de imagem.

“2DIE4: 24 Horas no Limite” conta com patrocínio da Porsche Brasil, Urban e Mahle e é distribuído pela O2 Play.

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