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CRÍTICA: HOKUM - O PESADELO DA BRUXA

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Hokum se constrói a partir de um isolamento que não serve apenas como cenário, mas como um estado mental em constante deterioração, acompanhando Ohm Bauman em um retiro que rapidamente abandona qualquer promessa de quietude para mergulhar em um terreno instável, onde memória, culpa e imaginação passam a ocupar o mesmo espaço.




Há uma intenção clara de trabalhar o horror pela via do psicológico, mantendo a ameaça em suspensão, sugerida mais do que apresentada, o que inicialmente fortalece a atmosfera e sustenta um desconforto persistente.


Essa escolha, no entanto, revela também suas limitações à medida que a narrativa avança, já que o filme parece mais comprometido em preservar o mistério do que em aprofundar suas implicações, fazendo com que muitos dos elementos apresentados se acumulem sem necessariamente ganhar densidade.

A figura da bruxa, que poderia funcionar como eixo simbólico ou força motriz, permanece em um campo indefinido, reforçando a ambiguidade proposta, mas ao custo de uma sensação de incompletude que atravessa toda a experiência.

A estrutura fragmentada, marcada por visões e acontecimentos que se sobrepõem, contribui para esse caráter difuso, criando momentos de impacto sensorial que nem sempre encontram continuidade dramática.

Ainda assim, existe um mérito evidente na construção do espaço, já que a pousada deixa de ser apenas um local físico e passa a refletir o desgaste emocional do protagonista, tornando o ambiente progressivamente mais opressivo.

As atuações ajudam a sustentar esse percurso, especialmente na forma como o protagonista traduz esse processo de erosão interna, mesmo quando o roteiro não oferece material suficiente para expandir suas camadas.

A direção opta por uma abordagem contida, apoiada em uma estética sombria que reforça o desconforto, mas que evita rupturas mais incisivas, mantendo o filme em um registro seguro que raramente ultrapassa seu próprio limite.

O resultado se aproxima mais de um exercício de atmosfera do que de uma narrativa plenamente realizada, sustentando uma proposta interessante que, apesar de seus momentos de força, permanece parcialmente desenvolvida¨.

O mais novo terror da Diamond Films ganhou uma nova data para chegar aos cinemas: HOKUM: O PESADELO DA BRUXA será lançado nacionalmente em 21 de maio.

Com direção de Damian McCarthy (“Oddity: Objetos Obscuros”), o filme acompanha a jornada do escritor Ohm (Adam Scott, “Ruptura”) realizando o último desejo de seus pais falecidos.

Para isso, ele vai até um hotel isolado na Irlanda e acaba preso em um pesadelo aterrorizante.

Isso porque, ao chegar no local, Ohm descobre que existem muitas lendas ao redor do hotel e da floresta que o cerca, incluindo a presença de uma bruxa que assombra a suíte de lua de mel.

Quando a tal entidade passa a assombrar os sonhos do escritor e um desaparecimento abala a comunidade em pleno Halloween, o personagem de Adam Scott se envolve em uma situação que pode custar sua vida.

Além do astro, o elenco de HOKUM: O PESADELO DA BRUXA conta com nomes como Florence Ordesh (“Dublin Murders”), Austin Amelio (“Assassino por Acaso”), David Wilmot (“Hamnet”) e Peter Coonan (“King Frankie”).

O longa tem distribuição da Diamond Films, maior distribuidora independente da América Latina, e estreia nacionalmente em 21 de maio.

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