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CRÍTICA: O DIA D

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Quando uma meteorologista é dominada por uma força invisível durante uma transmissão ao vivo, uma sequência de acontecimentos inexplicáveis começa a desafiar tudo aquilo que parecia certo sobre nossa compreensão da realidade.




A partir desse momento, Steven Spielberg conduz uma história que usa o extraordinário para olhar diretamente para algo muito mais humano: a maneira como reagimos quando nossas certezas começam a desmoronar.

Esse é um tema que acompanha boa parte de sua filmografia, mas aqui o interesse nunca está apenas na possibilidade de vida além da Terra. O que realmente chama atenção é observar como diferentes pessoas lidam com algo que simplesmente não conseguem explicar. Entre curiosidade, medo, oportunismo e fascínio, o filme encontra espaço para discutir muito mais do que seus mistérios centrais.




Mesmo com mais de duas horas e vinte minutos de duração, a experiência raramente parece excessiva. Spielberg conduz a narrativa com segurança, permitindo que os personagens respirem, que os mistérios amadureçam e que cada nova descoberta encontre seu espaço sem atropelar o que veio antes. O resultado é um filme que mantém o interesse constante sem transformar sua duração em um problema.

A trilha sonora de John Williams exerce um papel fundamental nessa construção. Existe um senso de maravilhamento permanente atravessando boa parte das cenas, mas também uma inquietação que nunca desaparece completamente. É uma combinação que amplia o impacto de diversos momentos e reforça mais uma vez a força da histórica parceria entre diretor e compositor.




Visualmente, o longa encontra um equilíbrio muito eficiente entre espetáculo e intimidade. Os grandes acontecimentos possuem peso e escala, mas nunca afastam a atenção dos personagens. Por trás dos eventos extraordinários, permanece sempre o olhar voltado para pessoas comuns tentando compreender algo muito maior do que elas próprias.

Nem todas as escolhas funcionam com a mesma naturalidade. Em alguns momentos, o roteiro depende de conveniências que podem causar certo estranhamento, especialmente quando determinados acontecimentos parecem avançar mais porque a trama precisa do que por uma consequência orgânica das situações. Nada disso chega a comprometer o resultado, mas reduz um pouco a força de algumas passagens.

Ainda assim, o que prevalece é a sensação de estar diante de uma obra dirigida por alguém que continua genuinamente fascinado pelo desconhecido. Em vez de correr para entregar respostas, Spielberg prefere explorar o impacto emocional, científico e até filosófico que uma descoberta dessa magnitude teria sobre nós¨.




Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém mostrasse, provasse isso, você ficaria assustado? Em junho, a verdade estará ao alcance de sete bilhões de pessoas.
Estamos cada vez mais perto do... Dia D.

A Universal Pictures tem orgulho de levar aos cinemas o mais recente filme original concebido e dirigido por Steven Spielberg. Dia D é estrelado por Emily Blunt (Oppenheimer, Um Lugar Silencioso), vencedora do SAG e indicada ao Oscar; Josh O'Connor (Rivais, série The Crown), vencedor do Emmy e do Globo de Ouro; Colin Firth (O Discurso do Rei, franquia Kingsman), vencedor do Oscar; Eve Hewson (Bad Sisters, série O Casal Perfeito); e Colman Domingo (Sing Sing, Rustin), duas vezes indicado ao Oscar.

O elenco inclui Wyatt Russell (minissérie Falcão e o Soldado Invernal), Henry Lloyd-Hughes (minissérie Somos os que Tiveram Sorte), Elizabeth Marvel (Lincoln), Hettienne Park (minissérie O Monstro em Mim), Tommy Martinez (série Good Trouble), Gabby Beans (série Presumed Innocent), Jeremy Shamos (série A Idade Dourada), Brandon Wilson (O Reformatório Nickel), Priyanka Kedia (Everything to Me/The Book of Jobs) e Lora Lee Gayer (série House of Cards).




Com argumento de Steven Spielberg, o roteiro foi escrito por David Koepp, cujo trabalho anterior com o cineasta inclui os roteiros de Jurassic Park, O Mundo Perdido - Jurassic Park, Guerra dos Mundos e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Juntos, esses filmes arrecadaram mais de US$ 3 bilhões em todo o mundo. Koepp também escreveu o roteiro de Jurassic World: Recomeço, lançado em 2025.

Dia D tem produção de Kristie Macosko Krieger (Os Fabelmans, Amor, Sublime Amor), cinco vezes indicada ao Oscar, e Spielberg, pela Amblin Entertainment. Os produtores executivos são Adam Somner e Chris Brigham.

A equipe de produção criativa do cineasta Steven Spielberg nos bastidores inclui o diretor de fotografia Janusz Kaminski (A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan), duas vezes vencedor do Oscar; o designer de produção Adam Stockhausen (O Grande Hotel Budapeste, Ponte dos Espiões), vencedor do Oscar; o figurinista Paul Tazewell (filmes Wicked, Amor, Sublime Amor), vencedor do Oscar;




A editora Sarah Broshar (Os Fabelmans, Amor, Sublime Amor); o supervisor de efeitos visuais Matthew Butler (Jogador Nº 1, Transformers: O Lado Oculto da Lua), duas vezes indicado ao Oscar; a diretora de elenco Cindy Tolan (Os Fabelmans, Amor, Sublime Amor); e a música é do compositor John Williams, cinco vezes vencedor do Oscar, cujas cinco décadas de colaboração com Spielberg incluem as trilhas de Tubarão, E.T. – O Extraterrestre, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Os Caçadores da Arca Perdida, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Lincoln e Os Fabelmans.


Steven Spielberg, presidente da Amblin Entertainment, é um dos cineastas mais bem-sucedidos e influentes da indústria. Ele dirige longas-metragens bem-sucedidos desde meados da década de 1970, quando Tubarão se tornou o primeiro filme a arrecadar US$ 100 milhões nas bilheterias, transformando para sempre o mercado cinematográfico, o que o levou a ser chamado de pai do blockbuster moderno.




Um dos seletos cineastas a conquistar o status de EGOT, Spielberg venceu os prêmios Oscar, Emmy, Grammy e Tony nas áreas de cinema, televisão, música e teatro. Ele recebeu o Prêmio Honorário do Kennedy Center e o Prêmio Irving G. Thalberg, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Em 2015, o presidente Barack Obama lhe concedeu a mais alta honraria civil do país, a Medalha Presidencial da Liberdade, e em 2024, o presidente Joe Biden lhe concedeu a prestigiosa Medalha Nacional das Artes.

Ao longo de sua incomparável carreira, Steven Spielberg recebeu indicações ao Oscar de Melhor Diretor por Os Fabelmans, Amor, Sublime Amor, Lincoln, Munique, E.T. – O Extraterrestre, Os Caçadores da Arca Perdida e Contatos Imediatos do Terceiro Grau, além de indicações ao prêmio DGA – Associação dos Diretores de Cinema por esses filmes, assim como por Amistad, Império do Sol, A Cor Púrpura e Tubarão. Detém o recorde de maior número de indicações ao DGA entre os cineastas, e recebeu o Prêmio pelo Conjunto da Obra da DGA em 2000.




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