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CRÍTICA: TOY STORY 5

Crítica by Raphael Ritchie: ¨A disputa pela atenção das crianças sempre esteve no centro da trajetória desses personagens, mas agora ela assume uma dimensão diferente diante de um cotidiano dominado por telas, aplicativos e dispositivos que transformaram profundamente a forma de brincar.




Colocados diante dessa nova realidade, Woody, Buzz, Jessie e seus companheiros precisam compreender qual ainda é o seu papel em um mundo que muda em velocidade cada vez maior.

A escolha de transformar a tecnologia em parte central do conflito se revela uma das decisões mais interessantes desta continuação. Representada pelo tablet Lilypad, ela não surge apenas como uma ameaça aos brinquedos tradicionais, mas como uma presença complexa, capaz de ampliar a discussão sobre aprendizado, entretenimento e interação.




Essa abordagem impede que a narrativa adote um olhar simplista ou excessivamente nostálgico, preferindo refletir sobre as transformações geracionais sem condená las automaticamente.

Essa discussão dialoga diretamente com uma preocupação bastante presente entre pais e adultos que observam mudanças aceleradas nos hábitos infantis. Ainda assim, a história mantém o equilíbrio que sempre caracterizou a franquia, oferecendo uma aventura acessível para o público mais jovem enquanto desenvolve reflexões que encontram ressonância entre espectadores de diferentes idades.



Crescimento, adaptação e pertencimento continuam ocupando espaço importante dentro da narrativa, agora inseridos em um contexto contemporâneo que atualiza naturalmente os dilemas dos personagens.

Outro acerto relevante está na ampliação do protagonismo feminino. Bonnie segue ocupando uma posição importante dentro da trama, mas é Jessie quem assume boa parte da condução dramática da história, recebendo um destaque que a personagem jamais teve de maneira tão significativa nos capítulos anteriores.

A mudança surge de forma orgânica e contribui para renovar a dinâmica da série sem transmitir a sensação de uma atualização forçada.




Também chama atenção o cuidado do roteiro ao lidar com o legado emocional construído ao longo de décadas. Em vez de depender exclusivamente da nostalgia, a narrativa utiliza o vínculo já estabelecido com esses personagens para potencializar seus momentos mais emocionantes, preservando suas características essenciais enquanto os insere em novos desafios.

Humor, aventura e emoção continuam funcionando em conjunto com eficiência, sustentando uma identidade que permanece reconhecível mesmo após tantos anos.




Mesmo chegando a uma série que já parecia ter encerrado seu ciclo mais de uma vez, esta continuação encontra temas suficientemente relevantes para justificar seu retorno.

Ao reconhecer as mudanças do presente sem abandonar aquilo que tornou esses personagens tão especiais, a animação demonstra que ainda existe espaço para novas histórias dentro desse universo¨.

O filme é dirigido pelo vencedor do Oscar® Andrew Stanton (Wall-E), codirigido por Kenna Harris (Olá Alberto), produzido por Lindsey Collins (Red – Crescer é uma Fera; Wall-E), e escrito por Stanton e Harris.




O filme conta com trilha sonora original do vencedor do Oscar® Randy Newman, que retorna para compor seu quinto filme de Toy Story.

A aventura animada será lançada oficialmente nos cinemas do Brasil em 18 de junho de 2026, com sessões de pré-estreia no dia 17 de junho.

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