Crítica by Raphael Ritchie: ¨¨David aceita esconder uma carga misteriosa dentro de um navio de cruzeiro para tentar salvar o próprio emprego, sem imaginar que a viagem também colocaria em seu caminho a ex esposa, o filho e uma criatura incapaz de atravessar um corredor sem provocar algum tipo de desastre.
Quando o filhote de Marsupilami escapa, a tentativa de manter tudo sob controle se desfaz rapidamente, e o passeio se transforma em uma sucessão de perseguições, acidentes, esconderijos improvisados e encontros cada vez mais improváveis.
A narrativa assume desde os primeiros minutos que seu compromisso está na comédia e não demonstra qualquer constrangimento diante do humor infantil, escrachado e frequentemente associado à quinta série, recorrendo a piadas físicas, mal entendidos, reações exageradas e situações embaraçosas.
Essa simplicidade, porém, não significa descuido, porque as gags são preparadas com ritmo suficiente para que uma confusão conduza naturalmente à seguinte, sem depender apenas da aparência adorável da criatura.
O navio contribui diretamente para essa dinâmica ao oferecer corredores, cabines, salões e áreas restritas que ampliam o caos e permitem que cada personagem reaja de maneira diferente a situações que já pareciam difíceis de controlar.
Dentro desse movimento, Marsupilami: Confusão a Bordo também brinca com convenções de filmes de ação, aventura e suspense, utilizando enquadramentos, trilha sonora e encenações reconhecíveis para transformar cenas familiares em paródias.
Essas referências não exigem conhecimento específico do espectador, mas acrescentam graça para quem percebe a maneira descontraída com que o roteiro reorganiza estruturas consolidadas pelo cinema popular.
A falta de preocupação com realismo ou coerência rigorosa se integra a esse registro, já que o absurdo é estabelecido desde cedo e permanece consistente durante toda a viagem.
A relação familiar oferece uma progressão emocional simples e previsível, servindo principalmente para conectar as confusões e dar algum sentido ao reencontro entre pai e filho, sem interromper o ritmo com uma solenidade que não combinaria com a aventura.
Fazia tempo que uma comédia assumidamente boba não provocava tantas risadas, e a simplicidade da proposta não impede que as piadas encontrem o tempo certo, resultando em um entretenimento leve, rápido e sinceramente divertido¨.
O longa acompanha um homem encarregado de entregar um pacote misterioso da América do Sul, apenas para descobrir que ele está carregando um bebê Marsupilami.
Para salvar seu emprego no zoológico, David concorda com um plano arriscado: ele deve trazer de volta um pacote misterioso da América do Sul. Ele acaba em um navio de cruzeiro com sua ex, seu filho e seu desajeitado e distraído colega Stéphane, que David usa para transportar secretamente o pacote para ele.
Tudo dá errado quando Stéphane acidentalmente abre o pacote e liberta um adorável bebê Marsupilami. Esta criatura rara e valiosa rapidamente transforma a viagem em um caos completo.
Em meio à aventura maluca, David e sua família redescobrem a força de seus laços familiares.
A direção é de Philippe Lacheau, que assina o roteiro com Pierre Dudan, Julien Arruti e Pierre Lacheau.
O elenco conta com Philippe Lacheau, Jamel Debbouze, Tarek Boudali, Elodie Fontan, Julien Arruti, Alban Ivanov, Reem Kherici, Corentin Guillot, Jean Reno, Gérard Jugnot e Didier Bourdon.
A distribuição nacional é da Paris Filmes.



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