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Os filmes confirmados até agora na 50ª Mostra.

Minotaur, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes e dirigido por de Andrey Zvyagintsev (de O Retorno, Leviatã e Sem Amor), será exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
A 50ª Mostra confirma outras seleções de Cannes: The Samurai and the Prisoner, de Kiyoshi Kurosawa, apresentado na seção Première, Everytime, de Sandra Wollner, que ganhou a mostra Um Certo Olhar,Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário, e Clarissa, de Arie e Chuko Asiri, exibido na Quinzena de Cineastas.


Esses títulos se juntam a Tigre de Papel, de James Gray, A Terra do Meu Pai, de Pawel Pawlikowski, e All of a Sudden, de Ryusuke Hamaguchi, todos apresentados na competição do Festival de Cannes e divulgados anteriormente.
Filmes que fizeram sucesso no Festival de Cannes e são aguardados pelos cinéfilos brasileiros estarão na 50ª Mostra. Até agora, foram anunciados os seguintes títulos:

Minotaur, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes, tem direção do russo exilado na França Andrey Zvyagintsev. Biografia do diretor: Zvyagintsev dirigiu O Retorno, de 2003, vencedor do Leão de Ouro em Veneza e apresentado na 27ª Mostra, Elena, de 2011, ganhador do prêmio especial do júri na seção Um Certo Olhar em Cannes e exibido na 35ª Mostra, Leviatã, de 2014, que venceu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e o prêmio da crítica na 38ª Mostra, e Sem Amor, de 2017, prêmio do júri do Festival de Cannes e exibido na 41ª Mostra.

Sinopse: Rússia, 2022. Quando Gleb, um bem-sucedido diretor executivo, se vê encurralado por crescentes pressões corporativas e por um mundo cada vez mais instável, o colapso de sua vida milimetricamente organizada caminha de forma imparável rumo à violência.
The Samurai and the Prisoner, do japonês Kiyoshi Kurosawa, exibido na seção Première do Festival de Cannes. Biografia do diretor: Kurosawa dirigiu filmes como Cure (1997), Pulse (2001), Futuro Brilhante(2003), Crimes Obscuros (2006), Sonata de Tóquio (2008, 32ª Mostra), vencedor do Prêmio do Júri na seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes, Para o Outro Lado (2015, 39ª Mostra), vencedor do prêmio de melhor direção também na seção Um Certo Olhar de Cannes, O Segredo da Câmara Escura (2016, 40ª Mostra), Antes que Tudo Desapareça (2017), e A Mulher de um Espião (2020), pelo qual recebeu o prêmio de melhor direção em Veneza, entre outros.




Sinopse: Quando o lorde Murashige Araki se insurge contra o tirânico Nobunaga Oda, ele se vê sitiado dentro das muralhas de seu próprio castelo. Isolado, ele se depara com uma série de crimes misteriosos que desestabilizam a delicada ordem de sua corte, mergulhando a fortaleza no medo e na desconfiança.

Com o exército de Oda se aproximando e um traidor escondido em suas fileiras, Murashige é forçado a formar uma aliança improvável com Kanbei Kuroda, um estrategista brilhante, porém perigoso, mantido prisioneiro na fortificação. Com a ajuda de sua esposa, Chiyoho, e de seus generais mais leais, Murashige precisa descobrir a verdade antes que o castelo seja invadido.
Everytime, da austríaca Sandra Wollner, vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes. Biografia da diretora: Seu filme de conclusão de curso, The Trouble with Being Born (2020), exibido na 44ª Mostra, teve sua estreia mundial na 70ª Berlinale, na seção Encounters, e recebeu o Prêmio Especial do Júri.

O filme ainda recebeu o Prêmio do Cinema Austríaco de Melhor Diretora e Melhor Longa-Metragem, além do Prêmio da Crítica Cinematográfica Alemã nas categorias Melhor Longa-Metragem e Melhor Fotografia.

Sandra mora e trabalha em Berlim. Sinopse: Na noite anterior à viagem de férias da mãe Ella (Birgit Minichmayr) e suas duas filhas, a mais velha, Jessie (Carla Hüttermann), sai escondida para uma festa com seu namorado Lux (Tristan López).


O casal sobe um prédio para ver o nascer do sol, e Lux, adormecendo, não vê que Jessie anda até a beirada do prédio. Ela cai, morrendo na hora. Um ano depois, Ella e Melli (Lotte Keiling), a filha mais nova, vivem agarradas a uma rotina frágil.

Quando Lux reaparece na vida delas, Ella não consegue admitir que no fundo ela o culpa pela morte de Jessie, e ele não consegue admitir o quanto precisa que Ella o perdoe. Tomada por um impulso estranho, Ella leva Lux e Melli para Tenerife, a viagem de férias que nunca aconteceu. Sob o brilho do sol, o passado e o presente começam silenciosamente a se sobrepor.
Rehearsals for a Revolution, filme da cineasta iraniana exilada no Reino Unido Pegah Ahangarani que levou o prêmio Olho de Ouro de melhor documentário e foi apresentado nas Sessões Especiais em Cannes.

Biografia da diretora: Nascida no Irã em 1984 e atualmente radicada em Londres, Pegah Ahangarani é uma cineasta e atriz iraniana premiada. Ela iniciou sua carreira de atriz aos sete anos no filme The Singer Cat, de Kambuzia Partovi (1991). Após seu primeiro papel de protagonista em The Girl in the Sneakers, de Rasoul Sadrameli (1999), ela atuou em mais de 40 filmes.




Paralelamente à atuação, ela expandiu seu trabalho para o cinema documental. Seus curtas-metragens documentais I Am Trying To Remember (2021), My Father (2023) e As I Lay Dying (2025) foram selecionados para importantes festivais internacionais — incluindo Hot Docs, Busan, IDA Documentary Awards e Melbourne, entre outros — e conquistaram prêmios em festivais como Dokufest, Busan, IDFA e Short Focus London Film Festival. Ahangarani também dirigiu dois documentários para a televisão: Child Soldier (BBC World, 2024) e Taraneh (BBC World, 2025). Rehearsals For A Revolution é seu primeiro longa-metragem documental.

Sinopse: Por meio de cinco retratos de familiares e mentores — cinco expressões de resistência —, Pegah Ahangarani delineia a história de sua vida. Valendo-se de arquivos pessoais, vídeos caseiros, imagens de protestos de rua, jornais e registros de voz, ela refaz mais de 40 anos da história do Irã. Do início de 1979 até a guerra deflagrada em 2026, ela entrelaça memórias íntimas e coletivas, compondo o retrato de um país moldado pela repressão política e que nutre a esperança constante de uma revolução.
Clarissa, dos nigerianos Arie e Chuko Asiri, exibido na Quinzena de Cineastas, em Cannes. Biografia dos diretores: Arie e Chuko Esiri nasceram em Warri, na Nigéria, com trinta minutos de diferença, e cresceram em Lagos.

Parceiros criativos, os irmãos dividem uma profunda paixão pela narrativa cinematográfica. Ambos estudaram roteiro e direção em Nova York: Arie na Universidade Columbia e Chuko na Universidade de Nova York.

O primeiro longa-metragem da dupla, Eyimofe (2020), com roteiro, direção e produção de ambos, estreou no Festival de Berlim e conquistou o Prêmio do Júri de Melhor Filme de Ficção na 44ª Mostra. Clarissa é o segundo longa da dupla.



Sinopse: Em Lagos, na Nigéria, a socialite Clarissa (Sophie Okonedo) organiza uma recepção em sua casa e acaba surpreendida pelo reencontro com antigos amigos de sua juventude.

Ao longo da noite, o grupo mergulha nesse passado em comum, enquanto as memórias de suas complexas relações, de paixões arrebatadoras, de desejos reprimidos e de sonhos perdidos vêm à tona e abrem espaço para um acerto de contas. Com Ayo Edebiri, David Oyelowo e India Amarteifio.
Além desses, a 50ª Mostra já tinha anunciado outros filmes do Festival de Cannes:
Tigre de Papel, de James Gray, exibido em competição. Biografia do diretor: Nasceu em Nova York em 1969 e cresceu no Queens.

Minotaur, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes, tem direção do russo exilado na França Andrey Zvyagintsev. Biografia do diretor: Zvyagintsev dirigiu O Retorno, de 2003, vencedor do Leão de Ouro em Veneza e apresentado na 27ª Mostra, Elena, de 2011, ganhador do prêmio especial do júri na seção Um Certo Olhar em Cannes e exibido na 35ª Mostra, Leviatã, de 2014, que venceu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e o prêmio da crítica na 38ª Mostra, e Sem Amor, de 2017, prêmio do júri do Festival de Cannes e exibido na 41ª Mostra. 

Frequentou a Escola de Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia. Estreou na direção em 1994 com Little Odessa, que recebeu o Leão de Prata no Festival de Veneza. Depois dirigiu Caminho Sem Volta (2000), Os Donos da Noite (2007), Amantes (2008), Era Uma Vez em Nova York (2013) e Armageddon Time (2022, 46ª Mostra), todos presentes na competição principal de Cannes.

Ele também realizou Z: A Cidade Perdida (2016) e Ad Astra: Rumo às Estrelas (2019).




Sinopse: O filme acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano. Enquanto o engenheiro Irwin Pearl (Miles Teller) construiu uma família com Hester (Scarlett Johansson), Gary (Adam Driver) seguiu carreira na polícia.

Quando Gary apresenta ao irmão uma oportunidade de negócio boa demais para ser verdade, os dois se envolvem com o perigoso mundo da máfia russa, e os laços familiares começam a se romper, com consequências que mudam suas vidas para sempre.
A Terra do Meu Pai, de Pawel Pawlikowski, vencedor do prêmio de direção em Cannes. Biografia do diretor: Nasceu em Varsóvia, Polônia, e mudou-se para o Reino Unido em 1977. Estudou literatura e filosofia. No fim dos anos 1980, Pawlikowski deixou a TV britânica, onde fazia documentários, para realizar seu primeiro longa-metragem, Last Resort, em 2000.

Também é diretor de títulos como Meu Amor de Verão(2004, 29ª Mostra), Estranha Obsessão (2011), Ida (2013), vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, e Guerra Fria (2018, 42ª Mostra), vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.




Sinopse: No verão de 1949, no ápice da Guerra Fria, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Thomas Mann (Hanns Zischler) e sua filha Erika (Sandra Hüller) embarcam em uma emocionante road trip a bordo de um Buick preto pelas ruínas da Alemanha, partindo de Frankfurt sob domínio estadunidense até a Weimar sob controle soviético.

De volta ao lar após 16 anos de exílio nos EUA, o escritor é forçado a confrontar não apenas os destroços de uma nação dividida, mas também as feridas irremediáveis de sua própria família.
All of a Sudden, de Ryusuke Hamaguchi, ganhador do prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto. Biografia do diretor: Nasceu em Kanagawa, Japão, em 1978. Trabalhou na indústria cinematográfica por alguns anos antes de entrar no programa de graduação em cinema da Universidade de Artes de Tóquio.

Seu filme de conclusão de curso, Passion (2008), foi exibido no Festival de San Sebastián.

Realizou, entre outros, os longas-metragens Happy Hour (2015), que recebeu uma menção especial no Festival de Locarno, Asako I & II (2018), Roda do Destino (2021, 45ª Mostra), vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, e Drive My Car (2021), vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Sinopse: Diretora de uma instituição de longa permanência para idosos, Marie-Lou (Virginie Efira) empenha-se em implementar uma filosofia de cuidado inovadora, baseada na escuta e no respeito à dignidade dos residentes, apesar da resistência de parte de sua equipe.

O encontro com Mari (Tao Okamoto), uma diretora de teatro japonesa que luta contra o câncer, transformará profundamente sua trajetória.

Ao estabelecerem uma amizade profunda e solidária, as duas mulheres unem forças em uma luta comum para "tornar possível o impossível".



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