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CRÍTICA: APENAS UMA ILUSÃO

Crítica by Jhow Foster: ¨Apenas Uma Ilusão

​Dirigido pela aclamada dupla Olivier Nakache e Éric Toledano — mundialmente conhecida por sucessos como Intocáveis — revela-se um dos projetos mais íntimos e sensíveis de suas carreiras. 




O longa-metragem funciona como um verdadeiro painel autobiográfico baseado nas memórias de infância e adolescência dos próprios diretores. Com roteiro assinado por eles mesmos, a obra retrata com precisão nostálgica a periferia de Paris em 1985, costurando fatos históricos daquela década com lembranças pessoais e as dinâmicas familiares que moldaram a juventude da dupla.

​O resultado é uma narrativa extremamente leve, divertida e contagiante, provando mais uma vez a habilidade singular que o cinema francês possui de transitar entre a comédia e o drama sem perder o encanto e a empatia. 




​A Máquina do Tempo dos Anos 80: A Trilha Sonora

​A música ergue-se como um dos pilares mais brilhantes e elogiados do longa, operando como uma verdadeira máquina do tempo para ambientar o espectador no coração de 1985. O próprio título da obra inspira-se no clássico "Just an Illusion", megassucesso de disco e soul lançado em 1982 pelo trio britânico Imagination.

​Para além do ritmo contagiante, a curadoria musical traduz com exatidão a melancolia e a transição da juventude por meio de faixas lendárias do pós-punk e do new wave de bandas como The Cure e Joy Division. A trilha transita ainda pela sofisticação pop do Simply Red e incorpora toques contemporâneos sofisticados com o trio de jazz GoGo Penguin, criando uma atmosfera sonora rica e imersiva.




 ​Elenco e Dinâmicas Familiares

​A produção reúne uma escalação impecável, misturando com inteligência jovens talentos estreantes a nomes consagrados do cinema francês:

​Simon Boublil (Vincent): O jovem protagonista, que transita dos 12 para os 13 anos. É através de seu olhar — marcado por descobertas amorosas, crises incipientes de identidade e dilemas familiares — que a história ganha pulsação.

​Louis Garrel e Camille Cottin (Yves e Sandrine): Interpretam os pais de Vincent. A dinâmica do casal é atravessada por fortes conflitos e pelas pressões financeiras características da época (como o desemprego do pai mantido em segredo dos filhos), dosando perfeitamente o tom agridoce de comédia dramática.

​Alexis Ronsenstiehl: Dá vida ao irmão mais velho, roqueiro e distante do protagonista mas que no decorrer da trama se mostra de imensa importância para o protagonista.

​Pierre Lottin e Jeanne Lamartine: Completam o quadro com atuações de forte destaque que enriquecem o núcleo dramático e cômico. 




​O Duplo Sentido de "Apenas Uma Ilusão"

​O título do filme carrega um peso conceitual fascinante, funcionando como a argamassa que une a trilha sonora, a trama e o tom emocional da obra em dois níveis principais:

​A Perda da Inocência: Simboliza o momento exato da travessia em que a infância cede espaço para a adolescência. Evoca a constatação de que a esperança pura de transformar o mundo — traço marcante da infância — dissipa-se diante das complexidades da vida adulta.

​O Contraste Geracional: Enquanto o garoto Vincent alimenta suas primeiras paixões e fantasias juvenis, os adultos ao seu redor enfrentam o desmoronamento de suas próprias ilusões, lidando com crises financeiras, instabilidade profissional e o desgaste do casamento.

​Nakache e Toledano equilibram com maestria essa balança: o humor brota das ilusões infantilites do menino, enquanto a carga melancólica e reflexiva pertence ao adulto em formação.



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​Apenas Uma Ilusão coroa-se como um filme adorável, alto-astral e repleto de afeto. Mais do que uma simples viagem nostálgica aos anos 80, o longa é uma celebração das memórias que nos formam e da certeza reconfortante de que, mesmo quando as ilusões da infância se desfazem, a arte e o cinema continuam nos lembrando como é belo saber se divertir. 

O filme — que já levou mais de 2 milhões de franceses aos cinemas — é distribuído no Brasil pela Mares Filmes.

APENAS UMA ILUSÃO (Juste Une Illusion), estrelado por Louis Garrel ("Adoráveis Mulheres" e "Os Sonhadores") e Camille Cottin ("A Noite das Bruxas" e "Casa Gucci"), que chegará aos cinemas brasileiros no dia 12 de novembro deste ano. 

O filme conta com a direção dos famosos cineastas Olivier Nakache e Éric Toledano, que emocionaram o mundo com o drama "Intocáveis", em 2011, que levou cerca de 20 milhões de espectadores na França e ultrapassou a marca de 1,1 milhão de pessoas no Brasil. Mundialmente, o filme fez mais de 44 milhões de espectadores.

O novo filme dos diretores nos leva de volta aos anos 80, mais precisamente em 1985, onde conhecemos Vincent, um jovem que prestes a completar 13 anos, vive em uma família de classe média na periferia de Paris. 

O filme acompanha esse universo instável entre a infância e a adolescência, quando surgem as primeiras questões sobre identidade, família, amizade, religião e os primeiros impulsos amorosos que começam a redesenhar a sua relação com o mundo. 

Um dos destaques do longa, além dos diretores e do elenco, é sua trilha sonora, que conta com uma atmosfera nostálgica dos anos 80. A música "Apenas uma Ilusão" corresponde ao clássico "Just an Illusion", lançado em fevereiro de 1982 pelo trio britânico de soul e disco music Imagination. Além dela, a trilha mistura faixas de bandas como The Cure, Joy Division, Simply Red e o trio de jazz contemporâneo GoGo Penguin.

APENAS UMA ILUSÃO (Juste Une Illusion) levou mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas da França e chega exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 12 de novembro, com distribuição da Mares Filmes.

 APENAS UMA ILUSÃO

França | 2026 | 118 min. | Comédia – Drama | 12 anos

 Título Original: Juste Une Illusion

Direção: Olivier Nakache, Éric Toledano

Roteiro: Olivier Nakache, Éric Toledano, Nathalie Hertzberg

Elenco: Louis Garrel, Camille Cottin, Simon Boublil, Pierre Lottin, Alexis Resenstiehl

Distribuição: Mares Filmes

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