Crítica by Raphael Ritchie: ¨Until Dawn é a adaptação para o cinema do popular jogo de mesmo nome e acompanha um grupo de adolescentes que decide passar o fim de semana em uma cabana isolada, um ano após o desaparecimento da irmã de uma das garotas.
É o clássico cenário do terror: local remoto, sem sinal de celular, e logo tudo começa a dar errado.
O filme começa como um slasher tradicional, com um assassino mascarado perseguindo os personagens um por um.
Mas, em vez de acabar aí, a noite simplesmente recomeça — no melhor estilo “dia da marmota” — e isso é até ironizado por um dos personagens. A
cada repetição, o filme assume um novo estilo de terror: começa como thriller, depois flerta com o sobrenatural, mergulha no gore, e inclui até zumbis e bruxas no meio do caminho.
Ao longo dessas noites reiniciadas, os personagens vão reunindo pistas sobre o que está acontecendo e descobrem a regra principal: “sobreviva à noite ou torne-se parte dela.” A estrutura é criativa, e o filme insere sustos bem posicionados, além de pitadas de humor que ajudam a equilibrar o tom sem quebrar a tensão.
Para quem jogou o game, é bom saber que a adaptação toma várias liberdades. O clima, as escolhas e a sensação constante de consequência que o jogo entrega quase não aparecem com o mesmo peso aqui.
Mas dentro da proposta de fazer algo novo, o filme abraça o caos, mistura gêneros e aposta na diversão.
No fim das contas, Until Dawn não é uma adaptação fiel, mas acerta ao transformar essa premissa em um terror descompromissado, que brinca com fórmulas conhecidas e entrega exatamente isso: um bom divertimento¨.




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