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CRÍTICA: HURRY UP TOMORROW

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Inspirado no sexto álbum de estúdio de The Weeknd, Hurry Up Tomorrow tenta mergulhar nas angústias e contradições de um artista em crise. 




A trama acompanha um músico famoso, interpretado pelo próprio The Weeknd, que durante uma noite de insônia embarca em uma jornada caótica ao lado de uma fã obsessiva vivida por Jenna Ortega.

A proposta parece promissora: um thriller psicológico que mistura fama, ego, solidão e desejo. Mas o resultado é um grande experimento visual e narrativo — tão experimental que, em alguns momentos, parece mais uma viagem de droga do que um filme com começo, meio e fim. É como se estivéssemos assistindo ao extravasamento de um cérebro criativo sufocado… só que sem ninguém por perto pra dar uns limites.

Jenna Ortega e Barry Keoghan até fazem o que foram pagos para fazer. Entregam o mínimo necessário, cumprem o papel. Mas The Weeknd? A atuação dele é exatamente o que se espera de um cantor tentando ser ator: travado, sem nuances, carente de verdade cênica. Após The Idol e agora esse filme, talvez seja hora de repensar essa carreira paralela.

A trilha sonora, claro, é majoritariamente dele — e apesar de algumas boas escolhas, a densidade constante da música pesa. Em vez de intensificar a tensão, ela cansa. E tudo parece querer gritar profundidade o tempo todo. O filme tenta ser mais importante do que realmente é, como se fosse uma obra-prima incompreendida… mas falta substância.

A forma como o protagonista sofre por amor também não ajuda: melodramático, repetitivo, e com um ar de quem nunca ouviu um “não” na vida. Há uma romantização do sofrimento que soa mimada — e que se esgota rápido.

Hurry Up Tomorrow até tem momentos de estilo e algumas ideias interessantes. Mas no fim das contas, entrega pouco além de um delírio egocêntrico com roupagem de cinema autoral. Para os fãs, pode valer como curiosidade. Para o restante, fica a dúvida: será que ainda dá tempo de o The Weeknd voltar a ser só um bom cantor?¨.

A direção é de Trey Edward Shults, que assina o roteiro com Trey Abel Tesfaye e Reza Fahim. A distribuição nacional é da Paris Filmes e a produção é da Manic Phase Production em associação com Live Nation Productions.



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