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Sugestão: Entre dois mundos, Bernardo Barreto se fortalece no cinema independente.

 Desde sua estreia como protagonista em Malhação (2006), Bernardo Barreto constrói uma trajetória que atravessa fronteiras. 



Ator, roteirista, diretor e produtor, tem firmado seu nome dentro e fora do Brasil com projetos autorais e independentes. Atualmente vivendo em Los Angeles, onde amplia as conexões entre o cinema brasileiro e o mercado internacional, Bernardo segue apostando na potência das histórias brasileiras em diálogo com o mundo.

 

À frente da Berny Filmes desde 2011, o artista consolidou uma estrutura que permitiu se produzir e se desenvolver, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Foi através da produtora que deu vida a projetos como “Meus Dias de Rock”, série escrita e protagonizada por ele, lançada no Globoplay com avaliação de 8.0 na plataforma. Assinou também a coprodução do documentário “Cidade de Deus 10 Anos Depois”, para a Netflix, que revisita o impacto do clássico brasileiro a partir da perspectiva de seus atores e moradores.





Outro destaque é o longa “O Buscador” (2019), que Bernardo roteirizou, dirigiu e coproduziu. O drama acumulou dez prêmios, incluindo o Prêmio do Júri no Tallinn Black Nights Film Festival, um dos principais festivais do Leste Europeu.


Com o histórico, o ator e cineasta foi ganhando espaço internacional, que se intensificou com a estreia de “Invisíveis” (The Ballad of a Hustler), coprodução Brasil/EUA filmada em Nova York. Escrito e protagonizado por Bernardo, o longa acompanha Jonathan, um imigrante recém-liberto do sistema prisional, e sua tentativa de reencontrar a mãe de TJ, um menino de 6 anos, no submundo da imigração ilegal. Com direção de Heitor Dhalia e participação de Andrea Beltrão, o filme estreou em festivais no Brasil em 2023 e, desde então, percorre o circuito internacional.

 



Em 2024, “Invisíveis” foi selecionado para a Competição Norte-Americana do 39º Festival de Cinema Internacional de Santa Bárbara. Em abril, conquistou o prêmio de Melhor Longa de Drama no Festival Internacional do Arizona. Também passou por Beverly Hills, San Antonio e, mais recentemente, Twin Cities, onde concorreu nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Performance”. Neste ano, venceu o Garden State Film Festival como “Melhor Ator” e “Melhor Filme”.


Entre outros projetos em andamento, Bernardo finaliza o terror psicológico “Epitaph”, codirigido com Jorge Farjalla e com lançamento previsto para 2025. No filme, ele interpreta Alex, um escritor atormentado pelo passado que revive seus traumas durante a lua-de-mel com Claire (Alli Willow). O retorno de Hazel (Juliana Schalch), ex-namorada morta há dez anos, desencadeia uma série de revelações perturbadoras. A produção reafirma o interesse de Bernardo em explorar os limites entre realidade e fantasia, memória e culpa.


Ainda em desenvolvimento, A Isca é seu próximo projeto como roteirista e ator. Inspirado em um caso real ocorrido em Búzios em 1997, o longa dramatiza o primeiro ataque de tubarão branco registrado no litoral do Rio. A produção é assinada em parceria com Garrett Grant, responsável por filmes como Bezouro Azul e Matrix Resurrections. No papel de João, Bernardo revisita a história do sobrevivente João Pedro Portinari Leão, conectando a experiência de quase morte a temas como superação e resiliência.

 

Para além de premiações e circuitos internacionais, Bernardo vê o cinema como uma ferramenta de conexão entre culturas. Bernardo reforça o papel da indústria nacional como parte do cenário mundial. “A força do cinema brasileiro está justamente na originalidade de suas narrativas e na coragem de olhar para dentro. Nosso potencial cultural é enorme, e acredito que o mundo está cada vez mais atento a isso”, afirma.


Neste ano, o Brasil conquistou espaço em premiações internacionais como o Oscar e o Globo de Ouro, o que, segundo Bernardo, evidencia um momento de visibilidade, mas também de responsabilidade. “O interesse por nossas histórias está crescendo. O que precisamos agora é de continuidade, estrutura e valorização do que já fazemos com tanta dedicação, especialmente na produção independente, que segue sendo o motor criativo do nosso cinema.”
 

Vivendo atualmente nos Estados Unidos, Bernardo tem ampliado sua atuação internacional, mas mantém os pés fincados no cinema brasileiro. “Espero que a valorização da nossa cultura seja tratada como prioridade. Não apenas no cinema, mas também no teatro, na música, nas artes visuais. O Brasil é um país culturalmente forte, e é isso que nos conecta com o mundo.”

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