Crítica by Fabrício Belvederesi: ¨Stich Head, o famoso livro do norte-americano Guy Bass, publicado em 2011, ganhou uma adaptação para os cinemas no formato de animação, com o ator Asa Butterfield na voz do protagonista.
O filme chega ao Brasil no dia 23 de outubro com o título “Frankie e osMonstros”, distribuído pela Paris Filmes.
A trama se passa em um vilarejo às margens do misterioso Castelo Grotescal, temido pelos moradores locais devido aos rumores sobre monstros que vivem por lá.
O castelo é o lar de Frankie, um garoto com a cabeça cheia de pontos de costura, que foi a primeira criação deum cientista maluco empenhado em desenvolver as mais bizarras criaturas em seu laboratório.
Frankie é responsável por cuidar desses monstros, mas a chegada de um circo itinerante à cidade coloca o pequeno monstrinho de retalhos em dúvida sobre seu papel dentro do castelo, despertando nele o desejo de descobrir se quer continuar vivendo para sempreatrás daquelas altas muralhas.
O filme é uma releitura bem-humorada e divertida do conto Frankenstein, de Mary Shelley, e reintroduz para toda a família a história de um monstro trazido de volta à vida que começa ase questionar sobre seu papel como indivíduo.
Apesar de bastante colorido, o filme combina elementos sombrios da história original eapresenta a uma nova geração de crianças um estilo gótico que remete a produções como Coraline (2009), A Casa Monstro (2005), Frankenweenie (2012) e O Estranho Mundo de
Jack (1993).
O design dos monstros está muito bonito e certamente foi uma aposta alta do estúdio, seja para valorizar o filme ou para vender brinquedos. No entanto, poderiam ter sido um poucomais criativos, já que as criaturas são basicamente combinações de animais que poderiamter sido melhor pensadas.
Além disso, devido ao grande número de monstros, nem todos
recebem o desenvolvimento merecido.
Mesmo assim, o verdadeiro foco do filme está em Frankie, um personagem carismático e melancólico, com potencial para conquistar o coração dos espectadores.
Quem também se destaca é Arabella, uma garota corajosa e determinada, usada no roteiro como instrumento
para mostrar que não é preciso ter medo do que é diferente — basta aceitar e compreender as individualidades de cada um.
A animação também encontra um bom ponto de equilíbrio nas músicas: apesar de não ser um filme 100% musical, o longa conta com algumas performances que fazem sentido dentro da trama e não soam como inserções aleatórias.
Todas acontecem no momento certo e não
correm o risco de despertar a impaciência do público, já um tanto saturado de musicais infantis.
O mesmo equilíbrio se aplica ao humor, que alterna bem entre piadas inteligentes e situações mais pastelonas. Todas funcionam muito bem, provocando gargalhadas ocasionais na sessão de cinema.
No geral, Frankie e os Monstros entra para o curto, porém bem produzido, hall de filmes infantis de terror e, apesar de recorrer a alguns clichês, isso não atrapalha a excelente experiência que pais e filhos terão ao curtir essa divertidíssima jornada de Halloween¨.
A produção é da Gringo Films GmbH, Fabrique d’Images, Senator Film Produktion, Traumhaus Studios, Mia Wallace Productions e Senator Film Köln e a distribuição nacional é da Paris Filmes.








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