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CRÍTICA: A EMPREGADA

 CRÍTICA BY RAPHAEL RITCHIE: ¨A Empregada dá aquela sensação clássica de “isso vai dar errado” desde cedo. 



A casa é bonita demais, as pessoas são educadas demais, tudo parece funcionar bem demais. E quando algo parece perfeito assim, a gente já sabe que vem problema. 

O filme entende isso e se apoia nessa expectativa para conduzir um suspense que não tenta ser revolucionário, mas também não passa vergonha.




É um thriller que flerta sem pudor com o exagero. Tem cara de novelão, tem reviravolta anunciada, tem drama elevado ao cubo e, honestamente, funciona. Não porque seja brilhante, mas porque sabe entregar entretenimento sem fingir que está reinventando a psicologia humana. 

A direção de Paul Feig parece constantemente em dúvida entre aprofundar o desconforto ou só deixar tudo mais palatável, e acaba escolhendo um meio termo seguro, previsível e confortável.



Sydney Sweeney carrega o filme nas costas com uma atuação intensa, nervosa, daquelas que fazem a gente torcer mesmo quando a personagem toma decisões questionáveis. 

O resto do elenco não acompanha com a mesma força, o que deixa algumas tensões no ar, como se o filme prometesse mais do que realmente entrega.

A atmosfera da casa Winchester ajuda, mas o medo nunca chega a morder de verdade. Ele ameaça. Mostra os dentes. Mas raramente ataca.



Quando o roteiro tenta chocar, opta pelo melodrama em vez do impacto psicológico. As reviravoltas vêm mais para confirmar suspeitas do que para virar o jogo. Ainda assim, há algo confortável em acompanhar essa história até o fim. Talvez porque a previsibilidade aqui não seja um defeito, mas parte do acordo.

A Empregada é clichê, é óbvia, é reconhecível. Mas também é envolvente, bem conduzida e fácil de assistir. Não muda sua vida, não te deixa pensando por dias, mas cumpre o que promete. E às vezes, isso já é o suficiente¨.



O suspense, baseado no livro homônimo escrito por Freida McFadden.

Millie (Sydney Sweeney) é uma jovem passando por dificuldades que se sente aliviada com a chance de um novo começo como empregada doméstica de Nina (Amanda Seyfried) e Andrew (Brandon Sklenar), um casal rico. Logo, ela descobre que os segredos da família são muito mais perigosos do que os seus.

O filme é dirigido por Paul Feig (Um Pequeno Favor, Missão Madrinha de Casamento), que também produz o longa ao lado de Todd Lieberman, Carly Kleinbart Elter e Laura Fischer.

Além de Seyfried (Mamma Mia), Sweeney (Todos Menos Você) e Sklenar (É Assim Que Acaba), o filme conta com Michele Morrone (365 Dias).

O roteiro é de Rebecca Sonnenshine.



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