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CRÍTICA: O BEIJO DA MULHER ARANHA

 Crítica by Jhow Foster: ¨O remake de "O Beijo da Mulher Aranha" (2025) chegou cercado de expectativas, especialmente por trazer uma nova roupagem estética a uma história que é um pilar da literatura e do cinema latino-americano.

No entanto, o resultado final entrega um espetáculo visual que esquece de pulsar onde mais importa: na alma de seus personagens.



Se há um motivo para não tirar os olhos da tela, esse motivo é Jennifer Lopez. No papel da Mulher Aranha/Aurora, J.Lo está em seu elemento natural. Ela domina as sequências musicais com um glamour de "velha Hollywood" que é hipnotizante.

Cada número musical funciona como um oásis visual, onde o talento dela como performer brilha intensamente, justificando sua escalação para os momentos de fantasia do protagonista Molina.

​Infelizmente, o filme sofre quando sai do mundo dos sonhos e volta para a realidade da cela. Apesar do esforço do elenco, os outros personagens não possuem camadas ou carisma o suficiente para sustentar o peso dramático da obra. A química necessária entre os prisioneiros, que deveria ser o motor da história, parece artificial.




A falta de conexão emocional com o núcleo central torna o filme chato e enfadonho. O ritmo se arrasta e as interações parecem protocolares, fazendo com que as duas horas de projeção pareçam muito mais longas do que realmente são.

​É decepcionante ver como temas tão poderosos e urgentes foram tratados de forma superficial como homossexualidade: Onde deveria haver uma exploração profunda da identidade e da vulnerabilidade, encontramos apenas diálogos expositivos que não emocionam.



​Ditadura na Argentina: O contexto político da repressão militar serve apenas como um pano de fundo genérico, sem a tensão ou o perigo real que a história original exige.

O filme é um banquete visual nos momentos musicais de Jennifer Lopez, mas falha como drama humano. É uma obra que tenta ser importante, mas acaba sendo apenas cansativa, perdendo a chance de atualizar a relevância política e social de Manuel Puig para as novas gerações¨.




Ambientado na prisão, musical traz elementos de fantasia e é protagonizado por Jennifer Lopez (As Golpistas), Diego Luna (Andor) e Tonatiuh (Promised Land).

Valentín (Luna), um preso político, divide uma cela com Molina (Tonatiuh), um decorador de vitrines condenado por atentado ao pudor. Os dois formam um vínculo improvável enquanto Molina reconta o enredo de um musical de Hollywood estrelado por sua diva favorita do cinema, Ingrid Luna (Lopez).




A produção é de Barry Josephson, Tom Kirdahy e Greg Yolen. Bill Condon, que já escreveu Chicago, trabalha também como roteirista e produtor executivo. O filme é baseado no livro de Manuel Puig e no musical de teatro de Terrence McNally.

O longa estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2025 e já foi exibido no Locarno International Film Festival e Morelia International Film Festival.



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1 Comentários

  1. "​Ditadura na Argentina: O contexto político da repressão militar serve apenas como um pano de fundo genérico, sem a tensão ou o perigo real que a história original exige." Talvez esse erro houvesse sido evitado se a história fosse ambientada na Venezuela, atualmente última ditadura da América do Sul.

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