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CRÍTICA: SOCORRO

Crítica by Jhow Foster : ¨Prepare-se para o caos absoluto. Em "Socorro", Sam Raimi não apenas retorna às suas raízes; ele chuta a porta, incendeia a casa e nos convida para um banquete de sangue e gargalhadas.




É, sem sombra de dúvida, o filme mais insano, visceral e genuinamente divertido que o diretor entrega desde a trilogia original de Evil Dead.

​Aqui está o que faz desta obra um novo clássico do terror:

​Raimi parece ter recuperado a liberdade criativa que o consagrou. A câmera é um personagem à parte — frenética, invasiva e cheia de ângulos impossíveis.




O filme abraça o gore estilizado e o humor ácido, criando uma experiência sensorial que é tanto um soco no estômago quanto uma piada muito bem contada.

​O grande trunfo de "Socorro" é, surpreendentemente, Rachel McAdams.

Conhecida por papéis mais contidos ou românticos, aqui ela se despe de qualquer vaidade para entregar uma performance monumental.




McAdams transita entre o pânico genuíno e uma euforia psicótica que é hipnotizante.

Nota-se que ela comprou a ideia de Raimi; ela parece estar se divertindo horrores enquanto está coberta de sangue artificial, equilibrando perfeitamente o timing cômico com a intensidade do terror.

​Ao lado dela, Dylan O'Brien prova por que é um dos atores mais carismáticos de sua geração.

O'Brien traz uma energia caótica e uma expressividade facial que remete aos melhores momentos de Bruce Campbell.




A dinâmica entre ele e McAdams é o coração do filme. É nítido o quanto os dois se divertiram no set, e essa alegria (mesmo em meio ao massacre) é contagiosa para o público.

​"Socorro" é uma montanha-russa de adrenalina. É sangrento na medida certa para os fãs de horror e engraçado o suficiente para quem busca entretenimento puro.

Sam Raimi prova que ainda é o rei do "caos organizado", transformando o que poderia ser apenas mais um filme de sobrevivência em uma celebração anárquica do cinema de gênero.
​Assista, grite e, acima de tudo, divirta-se¨.




SOCORRO! apresenta McAdams e O’Brien como nunca antes, dando vida a dois personagens com uma dinâmica divertida e imprevisível, carregada de intensidade e ironia, marcas registradas de Raimi.

Linda Liddle é uma executiva de destaque, porém subestimada, da área de Estratégia e Planejamento em uma consultoria. Extrovertida, ainda que muitas vezes desajeitada, ela é fã declarada de Survivor e leitora voraz que mora sozinha, adora frases inspiradoras e é capaz de manter longas conversas com seu animal de estimação.

Confiante em uma merecida promoção à vice-presidência, prometida por seu falecido chefe, Linda se vê em conflito com seu arrogante novo chefe, Bradley, que manifesta seu desgosto por suas peculiaridades e se recusa a reconhecer seu valor.




A sorte de Linda muda quando, durante uma viagem de trabalho a Bangkok com Bradley e outro executivos, o avião cai e os dois acabam presos em uma ilha paradisíaca. De repente, as habilidades de sobrevivência de Linda e seu profundo amor por Survivor deixam de ser peculiaridades dela e passam a ser características essenciais e empoderadoras.

McAdams diz:
“Adoro a emoção de ver o sonho dela se tornando realidade. Não sei o que teria acontecido com Linda se aquele avião não tivesse caído. Mas, de repente, seu destino muda”.

Raimi acrescenta:

“Na ilha, ela descobre que é capaz e que merece mais. É como uma semente que finalmente floresce quando encontra um solo fértil, mas há algo estranho nessa flor que cresce. Ela é um pouco torta, como descobrimos depois”.

Para McAdams, dar vida a Linda foi uma experiência particularmente prazerosa. A atriz afirma:

“Foi ótimo poder interpretar um arco narrativo como esse e vê-la passar por uma transformação tão grande. Ela é provavelmente a personagem que interpretei que mais se transformou em apenas uma hora e meia. Foram desafios novos, únicos e empolgantes”.

Da mesma forma que Linda se sente empoderada com sua chegada à ilha, Bradley segue o caminho oposto.

Raimi observa:

“No escritório, ele começa como um homem no controle, capaz e cruel, mas na ilha, o vemos indignado. Ele ainda tenta ser o chefe, oprimindo alguém que não é mais sua funcionária. É divertido vê-lo perceber gradualmente que não tem mais poder algum”.

Para Dylan O’Brien, construir o personagem de Bradley ao lado de Raimi ofereceu oportunidades únicas. O ator não hesitou em apresentar ao diretor propostas de intepretação extremas. “No mundo criado por Sam, é possível empurrar os limites ao máximo, e isso é realmente divertido para um ator”, comenta. O’Brien também é um grande fã de Raimi e ficou entusiasmado com a perspectiva de trabalhar com o renomado diretor.

“Adorei a ideia dessa reviravolta absolutamente ousada e original. É uma combinação que desafia os gêneros; e o terceiro ato sai completamente do controle de uma forma que é perfeitamente sustentada pela sensibilidade e pelo estilo de Sam”.

Sobre os caminhos de Linda e Bradley ao longo da história, Raimi acrescenta:

“Há um grande contraste no roteiro e nas atuações: Linda cresce em suas capacidades e passa a reconhecer a si mesma, enquanto Bradley luta contra quem ele realmente é. Todas suas inseguranças e limitações vêm à tona, e é uma grande explosão, um contraste maravilhoso ver como cada um segue seu próprio caminho, ainda que juntos”.

SOCORRO! estreia nesta quinta-feira, 29 de janeiro, somente nos cinemas.

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