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CRÍTICA: TOM & JERRY

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu parte de uma ideia simples e até promissora ao jogar a dupla dentro de um museu, acionar um objeto mágico e usar a viagem no tempo como motor para uma aventura maior do que os tradicionais curtas.





Em teoria, faz sentido tentar expandir a comédia física e o caos clássico para um formato de longa, misturando fantasia, ação e perseguições em cenários grandiosos.

O problema é que, na prática, essa expansão vem acompanhada de um ritmo frenético e apressado, que parece sempre com medo de parar, respirar e construir momentos realmente memoráveis.

A narrativa corre tanto que pouco espaço sobra para a química pura entre gato e rato, aquela dinâmica simples, inventiva e visual que consagrou Tom & Jerry ao longo de décadas.

A introdução de novos personagens e subtramas acaba diluindo esse núcleo central, criando situações confusas que raramente são tão engraçadas quanto o filme parece acreditar.




Mesmo com uma animação colorida, cenários elaborados e muitas cenas de perseguição, falta aquela precisão cômica quase matemática dos curtas clássicos, onde cada gesto tinha peso, timing e impacto.

As músicas, por sua vez, são um dos pontos mais constrangedores do conjunto, surgindo de forma invasiva e quebrando qualquer tentativa de imersão, como se estivessem ali apenas para cumprir uma cartilha genérica de animação infantil.

E quando o filme é colocado em contraste com produções chinesas recentes, como Né Zha, a diferença fica ainda mais evidente. Enquanto essas obras usam a animação como ferramenta de identidade cultural e soft power, reforçando a China como uma grande potência criativa no gênero, Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu soa como um produto deslocado, que não sabe muito bem o que quer ser.




A sensação que fica é que se trata muito mais de um filme pensado para contar uma história tipicamente chinesa, com mitologia, estética e mensagem próprias, do que uma verdadeira aventura da dupla. Tom e Jerry estão ali quase como coadjuvantes, usados principalmente como chamariz para atrair público global, enquanto o centro dramático e simbólico está em outro lugar.

No fim, o longa reforça a impressão de que Hollywood ainda não entendeu como adaptar a essência pura de Tom & Jerry para o formato de longa metragem sem perder aquilo que os tornou tão especiais¨.

Fruto de um grande trabalho colaborativo entre a Warner Bros. Pictures, China Film Co., Ltd. e Origin Animation, Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu apresenta um visual de tirar o fôlego no primeiro longa-metragem da franquia totalmente produzido em animação 3D.

Dos corredores de um museu a mundos alternativos repletos de cores, texturas e detalhes, o filme constrói uma estética vibrante e dinâmica, que leva a clássica perseguição entre gato e rato a um novo patamar visual. O resultado é uma experiência envolvente, capaz de encantar tanto os fãs de longa data quanto as novas gerações.



O diretor Gang Zhang e sua equipe transformam Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu em uma verdadeira experiência cultural. Na trama, Jerry, fascinado por civilizações antigas, se infiltra em uma grande exposição no Metropolitan Museum, em Nova York, em busca da misteriosa Bússola Mágica.

Tom, que agora trabalha como segurança do museu, entra em perseguição, e ambos acabam sendo transportados por um portal mágico para outro mundo.

É assim que chegam à Cidade Dourada, um cenário repleto de tradições milenares. Entre comidas exóticas, templos majestosos, criaturas fantásticas, fogos de artifício coloridos e trajes ornamentados, Tom e Jerry, e também o espectador, mergulham em um universo visual rico que celebra heranças culturais ancestrais de forma encantadora e acessível para toda a família.



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