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CRÍTICA: PÂNICO 7

CRÍTICA BY RAPHAEL RITCHIE: ¨¨Pânico 7 traz de volta a máscara de Ghostface para um cenário onde o passado nunca fica realmente para trás.




Uma nova sequência de assassinatos surge ligada diretamente às cicatrizes deixadas em Woodsboro, conectando sobreviventes antigos a uma nova geração que cresce sob a sombra de histórias que viraram quase lenda.

O filme transforma trauma em espetáculo e usa a própria memória da franquia como motor para mais uma narrativa que mistura nostalgia, violência estilizada e comentários sobre a forma como consumimos o medo.



A franquia continua olhando para si mesma, comentando o próprio gênero enquanto participa dele, e essa consciência ainda é o que a mantém viva. O filme se diverte com as regras do slasher, brinca com o público e transforma a cultura pop em combustível para mais uma rodada de tensão e sangue, mas em alguns momentos dá a sensação de estar apenas repetindo um ritual já conhecido.

O encontro entre nostalgia e renovação sustenta a narrativa. Personagens antigos retornam com cicatrizes visíveis, carregando uma memória que o filme respeita, enquanto novos protagonistas tentam encontrar espaço dentro de uma história que já tem dono.




Esse diálogo entre gerações funciona, cria camadas emocionais e mantém o interesse, principalmente para quem acompanha a saga há anos. Para quem chega agora, o filme funciona como um slasher eficiente, ágil e envolvente, mas sem o mesmo peso emocional que a franquia construiu ao longo do tempo.

O humor metalinguístico continua sendo um dos pontos mais fortes. As referências aos filmes anteriores aparecem o tempo todo, quase como um jogo de reconhecimento com o espectador.

Funciona, diverte e cria cumplicidade, mas em alguns momentos parece depender demais desse repertório, como se o filme soubesse que o público já conhece o caminho e não precisasse se esforçar tanto para surpreender.




As cenas de assassinato mantêm a marca registrada da série. Há tensão, impacto visual e um senso de espetáculo que prende a atenção, mesmo quando a estrutura da história já deixa pistas sobre o que está por vir.

O filme tenta atualizar o discurso ao tocar em temas como cultura digital, inteligência artificial e a forma como a violência é consumida, mas nem sempre aprofunda essas ideias com a mesma força que sugere.

Pânico 7 é entretenimento que funciona, que respeita sua própria história e que entende o que o público espera. Só falta dar o próximo passo e realmente se reinventar¨.

Além de Neve Campbell como Sidney, Courteney Cox também retorna como a jornalista Gale Weathers. Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, Mckenna Grace, Michelle Randolph, Jimmy Tatro, Asa Germann, Celeste O’Connor, Sam Rechner, Ethan Embry, Tim Simons e Mark Consuelos completam o elenco.




Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.

“Pânico 7” é uma produção da Paramount Pictures em associação com a Spyglass Media Group.

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