Crítica by JHOW FOSTER: ¨Parece que a franquia finalmente voltou para as mãos de quem entende! Pânico 7 chega com a responsabilidade de cicatrizar as feridas dos bastidores e entrega um espetáculo que equilibra o DNA clássico com uma brutalidade inédita.
Depois de décadas moldando o universo como roteirista, Kevin Williamson assume a cadeira de diretor e o resultado é palpável. Ele traz uma elegância técnica e um suspense que bebe direto na fonte do filme de 1996, mas com uma "mão pesada" que prova que ele não está para brincadeira.
Sidney Prescott (Neve Campbell): Ela não é apenas uma sobrevivente; agora, como mãe, o instinto de proteção eleva a personagem a um nível de "protagonista fodona" absoluto. Ver Sidney lutando por algo maior que sua própria vida dá um peso emocional gigante ao filme.
Gale Weathers (Courteney Cox): Sensacional como sempre. A dinâmica dela com o novo cenário mostra que Gale é imortal para a franquia.
Os Gêmeos Meeks-Martin: Chad e Mindy continuam sendo o alívio cômico necessário e o coração metalinguístico da trama. A química deles é o que mantém o grupo unido.
A introdução do marido e, especialmente, da filha de Sidney, é um acerto. A garota herdou o "gene de sobrevivente" da mãe, rendendo momentos de tensão pura.
O filme não economiza no gore. É, sem dúvida, o capítulo mais sangrento, brutal e tenso de todos.
Esqueça o que você sabia sobre cenas de introdução. A abertura de Pânico 7 é uma aula de direção: longa, angustiante e a mais cruel da franquia até hoje.
O uso da Inteligência Artificial na trama é um dos pontos mais criativos, atualizando o comentário social que é marca registrada da série de forma orgânica e assustadora.
Infelizmente, nem tudo é perfeição. Se o caminho até o terceiro ato é uma montanha-russa de cinco estrelas, a revelação do Ghostface deixa a desejar.
A motivação e a identidade do assassino acabam soando como uma "bobagem", não alcançando a magnitude da ameaça construída ao longo do filme. É aquele clímax que te faz revirar os olhos, mas que não estraga a experiência técnica e emocional.
Mesmo com uma revelação morna, Pânico 7 é um triunfo. É um presente para os fãs que queriam ver Sidney no topo novamente e Kevin Williamson honrando sua própria criação. É o tipo de filme que pede um "repeat" imediato para caçar todos os easter eggs.
Que venha o 8!¨.








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