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CRÍTICA: MISSÃO REFÚGIO

Crítica by Raphael Ritchie: ¨Missão Refúgio acompanha um homem que vive isolado em uma ilha depois de desertar de uma agência de inteligência, tentando desaparecer do mundo e deixar para trás o passado que o trouxe até ali.



Essa rotina muda quando um vizinho, antigo companheiro de operações, morre e deixa para trás uma menina que ele acaba salvando de um afogamento e passando a cuidar.

É a partir dessa relação inesperada que o filme encontra seu momento mais interessante, sugerindo um caminho mais humano dentro de um gênero que normalmente privilegia escala e espetáculo.




Quando os dois passam a dividir aquele espaço isolado, a narrativa desacelera e respira um pouco mais. A convivência cria espaço para pequenos gestos, silêncios e desconfianças que aos poucos se transformam em um vínculo inesperado.

Nesse trecho, o filme parece interessado em explorar a vulnerabilidade de um protagonista treinado para sobreviver a qualquer situação, mas que agora precisa lidar com uma responsabilidade que vai além da lógica fria das operações que marcaram seu passado.

É justamente quando essa intimidade começa a se consolidar que a história decide ampliar sua escala.




A entrada de uma conspiração política envolvendo diretamente o protagonista desloca o foco da narrativa e aproxima o filme de uma estrutura mais tradicional de thriller de ação.

A tecnologia capaz de acessar câmeras espalhadas pelo mundo para rastrear seus movimentos reforça essa mudança de tom, transformando a perseguição em algo maior e mais espetacular, mas também mais familiar dentro do gênero.

A direção de Ric Roman Waugh acompanha essa virada apostando em ritmo acelerado e sensação constante de urgência.

As cenas de ação são construídas com intensidade e buscam transmitir impacto físico nos confrontos, mantendo o foco na sobrevivência e na execução da missão.

Ao mesmo tempo, o roteiro se apoia em arquétipos bastante reconhecíveis, o que faz com que algumas situações e reviravoltas pareçam seguir caminhos já conhecidos.




Como entretenimento, o filme funciona dentro do que se propõe. O ritmo se mantém firme, as sequências de ação cumprem seu papel e a narrativa conduz o espectador com energia até o desfecho.

Ainda assim, fica a sensação de que aquela intimidade construída no início apontava para um filme potencialmente mais singular, algo que poderia ter aprofundado seus personagens em vez de retornar com tanta segurança às fórmulas mais familiares do gênero¨.

Além de Statham, a produção conta com grandes estrelas no elenco: nomes como Bill Nighy (“Piratas do Caribe” e “Questão de Tempo”), Naomi Ackie (“Mickey 17” e “Pisque Duas Vezes”) e Bodhi Rae Breathnach (“Hamnet”) dão vida a personagens bastante relevantes para a trama.

O diretor Ric Roman Waugh, conhecido por filmes de ação como “Destruição Final 2”, comentou sobre a atuação de Jason Statham e, principalmente, da iniciante Bodhi Rae Breathnach, para a qual rasgou elogios.

"Vou elogiá-la agora, não apenas porque ela é uma tremenda atriz, que tem química inegável com Jason, mas porque nos meus filmes, todos fazem suas próprias cenas de ação.




Com Jason, a câmera está a 15 cm do seu rosto, então você sabe que é ele lutando. Mas em uma cena do início é Bhodi mesmo quem está lá no meio da turbulência!”, conta, empolgado, em entrevista à Zaavi.

“O que amo sobre ela não é apenas sua performance, mas também a fisicalidade – ela queria ser parte da ação e, com um parceiro de dança como Jason, ela queria entregar tudo. Ver sua transformação foi uma ótima experiência. Demos para ela o apelido de 'Action Bhodi', porque ela se jogou na ação".

A atriz também comentou ao veículo sobre como foi participar do filme. "Nunca tinha atuado em cenas de ação antes, então isso foi muito empolgante – uma experiência completamente diferente. Aproveitei cada momento, especialmente porque se destaca perto de tudo o que fiz recentemente!" .

MISSÃO REFÚGIO estreia nacionalmente em 12 de março, com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina.

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