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Crítica: BACKROOMS

Crítica: Jonathan Moreira: Baseado na badalada websérie que chocou a internet, o longa-metragem de The Backrooms traz o próprio criador original, Kane Parsons, na cadeira de diretor.




O jovem cineasta prova logo de cara que sabe exatamente como transpor o terror analógico do YouTube para a escala do cinema, entregando um conceito visual absolutamente impressionante.

A reconstituição dos corredores infinitos e daquele tom amarelo-limbo é impecável, sendo o combustível ideal para criar momentos de pura tensão e claustrofobia.

​O projeto ganha ainda mais força graças ao seu elenco de peso. Renate Reinsve está ótima como sempre, entregando a carga dramática necessária, e Chiwetel Ejiofor também brilha, ancorando o espectador à realidade enquanto o cenário ao redor desaba em absurdo.



​Até a metade do filme, a narrativa funciona perfeitamente. É impossível não ficar completamente preso à tela, roendo as unhas e tentando decifrar o que vai acontecer a seguir.

O problema é que, da metade para o final, o roteiro decide abraçar uma "viagem" sem sentido e sem explicação alguma.

​A sensação que fica é a de um beco sem saída narrativo: se nem os próprios personagens fazem ideia do que é aquele lugar ou do que está acontecendo, imagine nós, os espectadores.

A falta de respostas deixa de ser um mistério intrigante e passa a soar como uma desconexão com o público.




​No geral, The Backrooms se consolida como um legítimo filme-conceito. É aquele tipo de obra divisora de águas: ou você vai amar a experiência sensorial, ou vai odiar a falta de rumo do roteiro.

​Fiquei exatamente no meio-termo, o filme vale a pena pela sua herança da internet e pela execução técnica impecável na primeira metade, mas cobra um preço alto de quem esperava uma história minimamente amarrada¨.

Com roteiro de Will Soodik (Westworld), Backrooms: Um Não-Lugar é baseado na websérie criada pelo próprio diretor Kane Parsons e leva às telas uma das maiores creepypastas da história, lenda de horror da internet que ganhou vida própria em fóruns e foi se expandindo até criar seu próprio universo e vocabulário. No elenco, Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão) e Renate Reinsve (Valor Sentimental), ambos indicados ao Oscar®.




Ambientado em 1990, o filme acompanha Clark (Ejiofor), um vendedor de móveis que descobre no porão de sua loja um portal para um labirinto inquietante de ambientes intermináveis, parecidos com escritórios comuns.

Fascinado e perturbado, ele convence sua funcionária Kat (Lukita Maxwell) e o namorado dela, Bobby (Finn Bennett), a ajudá-lo a mapear aquela extensão impossível de salas e corredores de arquitetura surreal, onde ruídos estranhos sugerem que algo de outro mundo pode estar à espreita.

Quando Clark desaparece, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Reinsve), acaba ela mesma se perdendo nos Backrooms em busca de respostas e de uma saída.

Completam o elenco Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell, enquanto James Wan, Michael Clear, Roberto Patino, Shawn Levy, Dan Cohen, Dan Levine, Osgood Perkins, Chris Ferguson, Peter Chernin, Jenno Topping e Kori Adelson assumem a produção e Jeremy Cox a direção de fotografia.

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