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CRÍTICA: ECLIPSE

Crítica by Jhow Foster: ¨Em um ano que se desenha memorável para o audiovisual brasileiro, "Eclipse" (2026) surge não apenas como um título de gênero, mas como um exercício sofisticado de estilo.




O longa transita com uma elegância rara entre o drama psicológico e o thriller visceral, provando que o cinema de tensão pode (e deve) ser carregado de substância poética.

​O sucesso do filme repousa, em grande parte, na química e na entrega absoluta de seu elenco central:

​Djin Sganzerla: Entrega uma performance magnética, carregada de uma herança artística que ela transmuta em algo inteiramente novo. Sua presença em tela é o fio condutor de uma "atitude feminina" que não precisa de gritos para se impor; ela domina o espaço com o olhar e o silêncio.




​Lian Gaia: Traz uma força ancestral e uma vulnerabilidade crua que servem de contraponto perfeito à trama. Gaia consolida-se como uma das vozes mais potentes de sua geração, equilibrando a densidade emocional exigida pelo roteiro.

​Sérgio Guizé: Foge dos arquétipos comuns para entregar um personagem complexo, cuja ambiguidade alimenta a dúvida constante do espectador.

​A direção é meticulosa ao construir a nuance entre o drama e o suspense. O filme não tem pressa, mas nunca é estático. A cada minuto, a direção de arte e o desenho de som conspiram para elevar o nível de ansiedade, transformando o ambiente em um personagem sufocante.

​O clímax é, sem dúvida, um dos momentos mais recompensadores do cinema recente. É um desfecho que não apenas resolve a trama, mas que ecoa emocionalmente, trazendo um senso de justiça poética extremamente satisfatório.




​"Eclipse" é um filme de camadas, onde as metáforas não são meros adornos, mas a própria espinha dorsal da narrativa:

​O Asteroide: Representa a inevitabilidade. É a pressão externa, o tempo que se esgota e a pequenez humana diante do cosmos. É a ameaça que obriga as personagens a revelarem suas verdadeiras essências.

​A Onça-Pintada: É o símbolo da resistência e do instinto. Enquanto o asteroide vem do alto, a onça representa a terra, o predador que habita o íntimo e a força de proteção feminina que desperta quando encurralada.




​"Eclipse" é um triunfo. Um filme que entende que a verdadeira tensão nasce do conflito interno e explode na tela através de metáforas poderosas e atuações de gala. É cinema nacional com "C" maiúsculo, cheio de camadas, técnica impecável e uma coragem narrativa que deixará o público discutindo suas cenas muito após os créditos subirem.

​Nota:
Um mergulho profundo na psique humana sob a sombra de um evento celestial¨.




ECLIPSE, novo longa-metragem de Djin Sganzerla, acaba de revelar seu trailer oficial. O thriller, que teve passagem pela 49ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, foi selecionado para a 33ª edição do San Diego Latino Film Festival e agora em maio será exibido no 4o İstanbul International Spring Film Festival, na Turquia. A estreia comercial em cinemas será no dia 07 de maio.

Produzido pela Mercúrio Produções, com co-distribuição da Pandora e patrocínio do BNDES e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o longa é um thriller que reflete sobre a violência contra a mulher, ancestralidade, intuição e resistência.




Na trama, acompanhamos Cleo, uma astrônoma de 43 anos, grávida e emocionalmente fragilizada, surpreendida pela visita de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. O encontro revela segredos sombrios e desperta memórias fragmentadas em Cleo, levando as duas mulheres a investigações obscuras. Entre ciência e ancestralidade, razão e intuição, surge um elo inesperado que transforma as duas irmãs que embarcam em uma jornada impactante e reveladora sobre a feminilidade e a diversidade.

“Ao tratar da relação entre mulheres e do convívio entre pessoas de diferentes origens, o filme Eclipse reflete questões essenciais para o Brasil de hoje. O BNDES tem um compromisso permanente com diversidade e se alegra de apoiar produções com narrativas que refletem a pluralidade do Brasil”, comenta Marina Moreira Gama, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.

O filme é estrelado por Djin e tem no elenco Sérgio Guizé, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine.

O olhar da cineasta Djin articula delicadeza e contundência para expor a cultura patriarcal sem recorrer à espetacularização da dor. Como define a filósofa Marcia Tiburi, este é “um filme que trabalha com desmistificações do sistema patriarcal de um modo muito sutil: a enganação do amor romântico, a farsa do marido e da família perfeita, a casa apresentada como um território perigoso no qual a maternidade pode ser uma armadilha, um ensaio visual sobre a sororidade, entrelaçando estética e política”, no qual a união entre mulheres surge como força vital para enfrentar estruturas opressoras.

SINOPSE
Grávida, a astrônoma Cleo é surpreendida pela chegada de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. A convivência entre as duas reacende memórias perturbadoras e as conduz a uma jornada humana surpreendente, que as leva a camadas sombrias da deep web.

FICHA TÉCNICA
Direção: Djin Sganzerla
Roteiro: Djin Sganzerla e Vana Medeiros
Produção: Djin Sganzerla
Consultoria de Roteiro: Aleksei Abib
Contribuição no Roteiro: Marcos Arzua
Elenco: Djin Sganzerla, Sergio Guizé, Lian Gaia, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine
Direção de Fotografia: André Guerreiro Lopes
Direção de Arte e Figurino: João Marcos de Almeida
Montagem: Karen Akerman, edt e Karen Black, edt
Som: George Saldanha, ABC
Trilha Sonora Original: Gregory Slivar
Desenho de Som e Mixagem: Edson Secco
Produção Executiva: Vitor Cunha
Direção de Produção: Roberta Cunha
Direção de Elenco (Casting): Patricia Faria
Pós-Produção: Clandestino
Produção: Mercúrio Produções
Criação de Trailer: Movietrailer
Assessoria de Imprensa: Sinny Assessoria e Comunicação.

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