Crítica by Raphael Ritchie: ¨Miranda Priestly se aproxima da aposentadoria enquanto o mundo ao seu redor já não responde da mesma forma aos códigos que ela ajudou a consolidar, e esse deslocamento silencioso reorganiza não só sua posição de poder, mas também a forma como ela enxerga as relações que construiu ao longo dos anos, especialmente quando Andy Sachs retorna ao seu campo gravitacional e Emily Charlton surge agora em um lugar de enfrentamento mais estratégico do que emocional.
O tempo é incorporado com naturalidade, sem necessidade de grandes explicações, aparecendo nas escolhas, nos silêncios e na maneira mais contida com que essas personagens ocupam a narrativa, o que dá ao reencontro um peso que não depende de conflitos explícitos para se sustentar.
Miranda continua sendo uma presença dominante, mas existe uma fissura mais visível em sua postura, algo que não enfraquece sua autoridade, apenas a reposiciona dentro de um cenário onde controle absoluto já não parece possível.
A dinâmica entre elas se afasta de qualquer tentativa de repetir embates anteriores e encontra um caminho mais interessado em ajuste de contas interno do que em confronto direto, o que faz com que a narrativa caminhe em direção a uma espécie de reconciliação com o passado, ainda que sem grandes gestos.
Há um entendimento claro de que essas relações não podem mais existir nos mesmos termos, e o filme respeita essa transformação ao evitar soluções fáceis.
O ambiente da moda acompanha essa mudança com discrição, refletindo um mercado que se transformou sem precisar transformar isso em discurso, deixando que esse pano de fundo funcione mais como textura do que como eixo central.
As participações especiais entram nesse fluxo com naturalidade, ampliando a sensação de continuidade e reforçando a ideia de um universo que seguiu em movimento mesmo fora de cena.
As referências à história original aparecem de forma recorrente e ajudam a sustentar esse elo afetivo que atravessa o tempo, sem interromper o andamento da narrativa, que prefere permanecer em um território mais seguro, apostando na familiaridade em vez de buscar rupturas mais ousadas, e é justamente nessa escolha que a história encontra sua força, ao entender quem essas personagens se tornaram e ao respeitar o intervalo que as separa do que já foram, mesmo quando evita expandir muito além desse reconhecimento¨.
O mundo do cinema se prepara para a chegada de O Diabo Veste Prada 2, a aguardada sequência de um dos filmes mais amados dos anos 2000.
Com o retorno da equipe criativa do original, a nova produção tem a missão de falar sobre o mundo atual e mostrar como as icônicas personagens de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se encaixam nele.
Duas décadas após a trama original, O Diabo Veste Prada 2 acompanha o retorno de Andy Sachs (Anne Hathaway) à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly (Meryl Streep).
Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton (Emily Blunt), ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.
Um dos elementos mais marcantes do primeiro filme é o elenco, que retorna em O Diabo Veste Prada 2. A continuação traz de volta o trio composto por Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt, além de Stanley Tucci (Conclave) como Nigel Kipling, o diretor de arte da revista Runway.
O elenco veteranco receberá o reforço de outras grandes estrelas do cinema. A sequência conta com o vencedor do Oscar® Kenneth Branagh (Hamlet), o vencedor do Emmy Awards® Justin Theroux (Fallout), além de Lucy Liu (Kill Bill), B.J. Novak (The Office) e Simone Ashley (Bridgerton).
Tracie Thoms (9-1-1), Tibor Feldman (Encantada), Patrick Brammall (Evil: Contatos Sobrenaturais), Caleb Hearon (Jurassic World: Domínio) e Helen J. Shen (The Broadway Show with Tamsen Fadal) completam o elenco de O Diabo Veste Prada 2.
Não é só o elenco que retorna para O Diabo Veste Prada 2. O filme é um raro caso de sequência reúne também todos os responsáveis pelo primeiro longa. A produção tem direção do vencedor do Oscar® David Frankel (Inventando Anna) e roteiro de Aline Brosh McKenna (Cruella; Crazy Ex-Girlfriend) com base nos personagens criados pela escritora Lauren Weisberger.
O figurino e a trilha sonora são novamente assinados pelos vencedores do Emmy Awards® Molly Rogers (Sex and the City) e Theodore Shapiro (Ruptura), respectivamente.
Florian Ballhaus (Sex and the City) ficou a cargo da direção de fotografia e Jess Gonchor (Adoráveis Mulheres) voltou como designer de produção.
O primeiro filme de O Diabo Veste Prada é uma adaptação do livro homônimo de Lauren Weisberger, que escreveu uma continuação em 2013, chamada A Vingança veste Prada. Porém, O Diabo Veste Prada 2 não adapta o segundo romance e, em vez disso, conta uma história original.
“As personagens principais ainda são as criações de Lauren, mas esse é um mundo novo com novas circunstâncias, dilemas, dificuldades e uma evolução no relacionamento delas”, explicou a roteirista Aline Brosh McKenna.
O Diabo Veste Prada 2 já tem data para chegar aos cinemas do Brasil. Colocando fim a uma espera de 20 anos, o longa estreia em 30 de abril de 2026.










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