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“ELA NÃO É DEFINIDA APENAS PELO SUPERMAN”: Equipe de Supergirl destaca jornada emocional da heroína em coletiva no Brasil.

By Raphael RitchieA nova fase da DC Studios ganhou mais um importante capítulo nesta segunda-feira (15), quando Milly Alcock, Craig Gillespie, Ana Nogueira e Peter Safran participaram de uma coletiva de imprensa para falar sobre Supergirl, filme que chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho.



Entre reflexões sobre trauma, identidade e pertencimento, o grupo apresentou uma versão da heroína bastante diferente daquela que o público está acostumado a ver.

Antes de falar sobre o longa, os convidados aproveitaram para agradecer a recepção dos fãs brasileiros. Milly Alcock destacou a energia do público durante a passagem pelo país.




“Vocês têm os melhores fãs do mundo e todo mundo sabe disso”, afirmou a atriz. Peter Safran, que não esteve no Brasil durante a divulgação de Superman no ano passado, disse que finalmente entendeu a fama da plateia brasileira. “Todo mundo me falou o quanto era incrível e agora posso dizer que correspondeu a toda a expectativa e a toda a fama que vocês têm.”

Ao comentar sua primeira experiência vestindo o uniforme da personagem, Alcock revelou que o momento teve um peso emocional inesperado. “Eu estava tentando fazer esse filme havia cinco anos. Quando coloquei o traje pela primeira vez, senti toda a responsabilidade não apenas pelos fãs, mas também por todas as pessoas que estavam trabalhando para tornar esse filme possível.”




A atriz explicou que uma das razões para se conectar tão rapidamente com Kara Zor-El foi justamente o fato de ela não ser retratada como uma heroína perfeita. “O que mais me empolgou foi o quanto ela é diferente das versões que vimos antes. Ela é complicada, imperfeita e profundamente humana.”

Essa visão da personagem esteve no centro das discussões durante toda a coletiva. Questionada sobre a tradição de associar Supergirl diretamente ao Superman, a roteirista Ana Nogueira explicou que uma das prioridades da adaptação era permitir que Kara existisse por conta própria.




“Ela não é definida apenas pela relação com Clark. Claro que o Superman é importante na vida dela, mas isso é apenas uma parte de quem ela é. Assim como qualquer pessoa, ela é formada por sua família, suas experiências, suas perdas e tudo aquilo que viveu.”

Nogueira também falou sobre a presença brasileira nos bastidores do projeto. Além de suas próprias origens, a roteirista lembrou a importância da quadrinista Bilquis Evely para a construção da HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, que inspira o filme.



Segundo ela, alguns planetas presentes na adaptação receberam nomes em homenagem à artista. “Foi uma pequena forma de homenagear o trabalho incrível que ela fez.”

Para Peter Safran, a decisão de transformar Supergirl em uma das primeiras produções do novo Universo DC surgiu justamente pela força dessa abordagem. “Depois de conhecermos um pouco da personagem em Superman, percebemos que ainda havia muito para explorar.

Ela carrega traumas e tragédias que nunca vimos antes. O filme fala muito sobre o peso que escolhemos carregar por alguém que amamos.”




O executivo revelou que a equipe percebeu o potencial do projeto logo na primeira versão do roteiro. “Quando Ana entregou o primeiro tratamento, nós imediatamente sentimos que aquele precisava ser o próximo filme.”

A adaptação da HQ também chamou a atenção do diretor Craig Gillespie, que descreveu a protagonista como uma personagem cheia de contradições. Segundo ele, o interesse nunca esteve em construir uma figura inalcançável, mas alguém vulnerável e emocionalmente complexa.

“Ela passa por traumas, comete erros e ainda assim tenta fazer a coisa certa. Era isso que tornava a personagem tão interessante para mim.”




A relação entre emoção e ação também guiou boa parte do trabalho visual do filme. Gillespie explicou que as cenas de combate foram pensadas para refletir diretamente o estado emocional da protagonista.

“Quando ela está furiosa, a luta precisa transmitir isso. Quando encontra equilíbrio, a câmera também muda. Sempre queríamos que as emoções conduzissem a ação.”

Outro tema que despertou curiosidade foi a participação de Jason Momoa como Lobo. Gillespie contou que o ator sonhava interpretar o personagem havia mais de uma década e meia.

“Ele queria fazer esse papel há quinze anos. A energia dele é completamente contagiante.” Milly Alcock concordou, arrancando risos dos presentes. “Jason é literalmente a pessoa mais barulhenta do mundo.”




Apesar do humor presente em alguns momentos da aventura, os participantes reforçaram que a essência da história está na jornada interna de Kara. Ao responder uma pergunta sobre o arco da personagem, Alcock resumiu o que considera ser o coração do filme.

“Existe algo muito admirável em alguém que escolhe salvar o próprio mundo enquanto tudo ao redor parece estar pegando fogo.”

A atriz também destacou a importância de Krypto na narrativa. Para ela, o supercão representa muito mais do que um companheiro de viagem. “Ele representa as pessoas, os lugares e as lembranças que ajudaram a formar quem ela é.”




Ao final do encontro, Safran sugeriu que a história de Kara está apenas começando dentro do novo Universo DC e indicou que o público voltará a encontrar a personagem em breve.

Antes da despedida, porém, o executivo fez questão de reforçar sua gratidão pela recepção brasileira, encerrando uma coletiva que deixou claro que, para além dos poderes e das batalhas espaciais, Supergirl pretende apresentar uma heroína em busca de algo muito mais humano: seu lugar no universo¨.





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