Crítica by Jhow Foster: ¨Se o objetivo era reviver a franquia com força total em 2026, A Morte do Demônio: Em Chamas (ou Evil Dead Burn) faz isso incendiando tudo pelo caminho.
O diretor traz uma roupagem totalmente nova, trocando o cenário urbano do filme anterior por um inferno claustrofóbico que justifica perfeitamente o título.
O filme é uma verdadeira obra-prima técnica. O diretor abusa de planos-sequência sensacionais que passeiam pelo cenário em chamas sem cortes aparentes, jogando o espectador diretamente no epicentro do caos.
O jogo de câmera é surreal e flerta com o bizarro: a lente gira, distorce e simula a visão distorcida dos demônios de uma forma nunca antes vista na franquia. A criatividade visual na hora de usar a iluminação do fogo e o reflexo do sangue nas superfícies cria uma atmosfera linda e, ao mesmo tempo, aterrorizante.
O gore aqui é levado a um nível totalmente visceral. A franquia sempre foi conhecida pelo excesso de sangue, mas Em Chamas consegue fazer a plateia se contorcer na poltrona tamanha agonia e aflição.
A mistura de fogo, mutilações e objetos do cotidiano sendo usados como armas de tortura criam momentos de puro pânico corporal. É aquele tipo de filme que faz você desviar o olhar, mas querer espiar logo em seguida pela genialidade dos efeitos práticos.
O banho de sangue característico está garantido, mas com uma crueza sufocante.
O grande diferencial deste capítulo é que você realmente se importa com quem está morrendo. O roteiro desenvolve os laços e os dramas dos personagens, tornando o massacre muito mais impactante. E o elenco entrega tudo.
A Protagonista interpretada brilhantemente por Souheila Yafoub, a personagem passa por um arco dramático impecável. Ela começa o filme fragilizada, carregando traumas pesados, mas a sobrevivência a força a se transformar.
No terceiro ato, ela ressurge das cinzas totalmente implacável, protagonizando cenas de ação e horror que já a fixam no hall das maiores final girls do cinema moderno. Tandi Wright, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Erroll Shand e Maude Davey também roubam a cena, destaque para Maude que é o alívio cômico.
O filme não te deixa respirar até o último segundo. Ele possui duas cenas pós-créditos sensacionais. A primeira é divertida, mas é a última cena que vai fazer o cinema inteiro gritar.
É um deleite absoluto para os fãs de longa data e prepara o terreno para algo ainda maior. Se eu fosse você, não levantaria da poltrona por nada!
Uma aula de como fazer um filme de terror moderno. Criativo, absurdamente sangrento e com um coração dramático que dá peso a cada gota de sangue derramada¨.
SINOPSE
A Morte do Demônio: Em Chamas desencadeia a experiência mais selvagem e aterrorizante da franquia até hoje, chegando às telonas com um capítulo totalmente novo de carnificina e caos demoníaco.
Após a perda do marido, uma mulher busca consolo com os sogros em sua casa de família isolada. À medida que, um a um, eles são transformados em Deadites — transformando o encontro em uma reunião familiar saída do inferno — ela descobre que os votos que fez em vida continuam… mesmo na morte.
FICHA TÉCNICA
Direção: Sébastien Vaniček
Roteiro: Florent Bernard e Sébastien Vaniček
Produção: Rob Tapert e Sam Raimi
Produção Executiva: Romel Adam, Bruce Campbell, Lee Cronin e Jose Canas
Elenco: Souheila Yacoub, Tandi Wright, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Errol Shand, George Pullar, Maude Davey e Greta Van Den Brink.



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