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CRÍTICA: CHAMPAGNE - UMA VIAGEM DE PAI E FILHO

Crítica by Jhow Foster: ¨Champagne! (dirigido por Tim Kamps) é um daqueles achados cinematográficos que chegam de mansinho, conquistam pelo carisma e se acomodam num lugar muito especial do nosso coração.




O filme utiliza a premissa clássica do road trip para entregar uma comédia absurdamente divertida, mas que esconde sob a superfície uma sensibilidade emocionante sobre o tempo, os laços familiares e a aceitação.

​Here's my take: a grande força da obra está na forma singela e autêntica com que constrói a relação entre pai e filho. Não há exageros dramáticos gratuitos ou diálogos artificialmente profundos na maior parte do percurso; a intimidade entre os dois é costurada nos pequenos detalhes, nas implicâncias bobas, no silêncio compartilhado no carro e na cumplicidade que só quem se conhece há uma vida inteira consegue ter.

​O elenco dá um show à parte, sustentando a narrativa com uma química impecável:​Huub Stapel entrega uma atuação gigante, dosando rabugice, vulnerabilidade e um charme nostálgico com extrema maestria.




​Leo Alkemade serve como o contraponto perfeito, interpretando o filho que tenta equilibrar a paciência, o afeto e a frustração em uma dinâmica com a qual qualquer um consegue se conectar instantaneamente.

​Ao longo da viagem, o filme nos presenteia com uma sequência de passagens divertidíssimas que nos arrancam sorrisos francos. Os imprevistos da estrada, os encontros inusitados e o humor leve — e pontualmente cético — transformam a jornada em uma experiência leve e gostosa de acompanhar.

É um entretenimento que flui sem esforço.​No entanto, Tim Kamps guarda o verdadeiro golpe emocional para o ato final. Conforme a viagem se aproxima do destino e a poeira das risadas baixa, o filme revela sua verdadeira essência.




O tom muda organicamente, e o que antes era motivo de gargalhada se transforma em uma profunda reflexão sobre despedidas, memórias e o valor inestimável dos momentos que deixamos passar. É um final que desmonta o espectador e nos arranca lágrimas sinceras, não pelo excesso de drama, mas pela beleza da honestidade com que encerra a jornada dos dois.

​Champagne! é exatamente isso: leve, efervescente e festivo em sua maior parte, mas com um sabor duradouro e marcante no final. É um filme caloroso, humano e absolutamente inesquecível — daqueles para guardar com carinho no coração e indicar para quem a gente ama¨.

Quando um filho descobre que seu pai está com uma doença terminal, ele o leva para uma última viagem de carro à região de Champagne, na França. O que começa como uma jornada desconfortável entre dois homens com dificuldade em expressar seus sentimentos, transforma-se em uma emocionante celebração da vida, da família, do humor e do amor.




Um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema holandês deste ano, "Champagne - Uma Viagem de Pai e Filho", de Tim Kamps, chega aos cinemas brasileiros na semana do dia dos pais, 6 de agosto de 2026.

O filme é escrito e estrelado por Leo Alkemade, que baseou o roteiro em sua própria convivência com o pai, que na tela é vivido por Huub Stapel. "Champagne" mistura drama, humor e road movie para contar uma história universal sobre pais e filhos.

Na trama, a vida de Maarten (Alkemade) vira de cabeça para baixo quando seu pai, Hans (Stapel), revela que tem pouco tempo de vida. Determinado a realizar um dos últimos desejos do pai, Maarten o leva em uma viagem de carro pela região de Champagne. Hans é apreciador de uma boa bebida e encara o passeio como uma bela aventura antes de partir.

O filme é inspirado na experiência pessoal do ator, roteirista e comediante Leo Alkemade. Antes da morte de seu pai, os dois planejavam fazer juntos uma viagem à região do nordeste francês, berço mundial do famoso vinho espumante. A viagem nunca aconteceu. Após a perda do pai, Alkemade realizou o percurso sozinho e posteriormente transformou essa experiência no roteiro do filme (junto com Rik van den Bos).

A jornada que ganha as telas será longe de ser tranquila. Pai e filho nunca foram grandes conversadores e logo descobrem que talvez sejam a dupla menos indicada para um encontro de reconexão emocional. No entanto, entre longos percursos, refeições compartilhadas, silêncios constrangedores e risadas inesperadas, eles lentamente reencontram o caminho de um para o outro.




"Em sua essência, "Champagne" não é um filme sobre a morte, mas sobre a vida", explica o diretor Tim Kamps. "Ele nos lembra que as pessoas mais próximas costumam ser aquelas com quem é mais difícil conversar, e que o amor frequentemente se manifesta mais por atitudes do que por palavras". O núcleo emocional da história, aliado ao humor e à ternura, torna o filme universalmente compreensível, independentemente do idioma ou da cultura", complementa.

"Um tributo sincero de um filho a um pai: assim é 'Champagne'", resume o jornal holandês Katholiek Nieuwsblad em sua crítica positiva. Segundo a publicação, o filme emociona justamente por sua simplicidade e honestidade.

Para o De Telegraaf, "Alkemade e Stapel revelam-se uma excelente combinação em sua desajeitada e cativante falta de jeito". O filme encontra o equilíbrio entre humor e emoção, segundo crítica do site Cinemagazine: "o espectador ri, mas também sente o peso da despedida que se aproxima".

"Champagne - Uma Viagem de Pai e Filho" ("Champagne"), de Tim Kamps

Comédia dramática | 2026 | 90 minutos | Verifique a classificação indicativa

Estreia no circuito comercial brasileiro: 6 de agosto de 2026

Instagram: @autoral_filmes

Ficha técnica

Direção: Tim Kamps

Roteiro: Leo Alkemade e Rik van den Bos

Elenco: Leo Alkemade (Maarten), Huub Stapel (Hans), Beppie Melissen (Sophie) e Jennifer Hoffman (Loes)

Música: Alexander Reumers

Designer de Produção: Barbara Kusmirak

Fotografia: Dennis Wielaert

Som: Jaim Sahuleka

Edição: Joshua Menco e Gijs Onvlee

Produção: Jamel Aattache

Produtoras: Aattache Films e Brabant Films

País de produção: Holanda

Idioma original: holandês

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