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Cinemateca Brasileira promove a JORNADA DO CINEMA SILENCIOSO entre 05 e 15 de novembro

Entre os dias 5 e 15 de novembro, a Cinemateca Brasileira apresenta Le Giornate del Cinema Muto em São Paulo, uma mostra dedicada ao cinema silencioso em parceria com o festival realizado anualmente em Pordenone, na Itália. 




Reconhecido internacionalmente por seu trabalho de pesquisa, preservação e redescoberta de filmes, essa Jornada no Cinema Silencioso é uma referência fundamental para historiadores, arquivistas, pesquisadores e amantes do cinema. 

Criada em 1982, Le Giornate del Cinema Muto nasceu como uma iniciativa dedicada à exibição de filmes de Max Linder e consolidou-se como um dos principais encontros internacionais voltados ao cinema silencioso. 

Ao longo de sua trajetória, o festival contribuiu para ampliar o conhecimento sobre a história do cinema, trazendo novamente às telas obras raras, filmes esquecidos e produções de diferentes cinematografias, muitas vezes pouco contempladas pelas narrativas tradicionais. 

A edição na Cinemateca reúne títulos produzidos entre o início do século XX e a década de 1920, além de uma obra posterior, de 1945, compondo um panorama diversificado de estilos, gêneros e experiências cinematográficas.

A programação inclui produções de países como Alemanha, Japão, Suécia, Espanha e Estados Unidos, entre elas Uma Página de Loucura (1926), de Teinosuke Kinugasa; Genuine (1919), de Robert Wiene; A Igreja do Diabo (1919), de Jaap Speyer; e A Família Gyurkovics (1920), de John W. Brunius. 

Todas as sessões terão acompanhamento musical ao vivo do pianista Carlos Ranoya, recuperando uma dimensão fundamental da experiência histórica do cinema silencioso: a relação entre imagem projetada e música executada ao vivo. 

A programação também traz de Pordenone uma seleção especial intitulada Phantom Tram Rides, registros de passeios de bonde por diferentes cidades no início do século XX que serão exibidos antes de alguns longas. 

Entre eles estão Barcelona de Bonde (1909), Um Passeio no Bonde Funicular de Hong Kong (1900), Um Passeio de Bonde pelas Ruas de Aarhus (1905), Um Passeio por Viena (1906) e Um Passeio de Bonde pela Cidade de Sheffield (1902). 

No dia 8 de novembro, às 17h, a mostra promove uma conversa com Jay Weissberg, diretor da Giornate del Cinema Muto desde 2016. Crítico de cinema e pesquisador, Weissberg atua na articulação de uma programação internacional dedicada à descoberta, à contextualização e à circulação do patrimônio cinematográfico. 

O encontro será uma oportunidade para discutir o trabalho do festival italiano, os desafios da pesquisa e da preservação do cinema silencioso e a relevância dessas imagens para a compreensão da história do cinema. 

A Cinemateca Brasileira agradece ao Istituto Italiano di Cultura di San Paolo, Filmmuseum München, Eye Filmmuseum, Mary Pickford Foundation, Museo Nazionale del Cinema di Torino, Det Danske Filminstitut, National Film Archive of Japan, CNC, Filmoteca de Catalunya, British Film Institute (BFI), Austrian Film Museum e Svenska Filminstitutet pela generosa colaboração e cessão dos filmes que integram a mostra. 




A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes das sessões.

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

 

Horário de funcionamento

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

 

Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)
Espaço Alberto Cavalcanti (Área externa) (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão


 :: PROGRAMAÇÃO ::

 

Quinta-feira, 05 de novembro, na Sala Grande Otelo

19h30 _ Uma página de loucura [A Page of Madness/Kurutta Ichipēji]
(Teinosuke Kinugasa, 1926, 78 min, DCP)
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

  

Sexta-feira, 06 de novembro, na Sala Grande Otelo

19h30 _ Um passeio no bonde funicular de Hong Kong [A Ride on the Peak Tramway, Hong Kong] 1900, 3 min, DCP
O bobo [L'arzigogolo]
Mario Almirante, 1924, 89 min, DCP
com apresentação e acompanhamento musical (piano) 
 

Sábado, 07 de novembro, na Sala Oscarito 

14h30 _ Passeio de bonde pela cidade de Sheffield [Tram Ride through the City of Sheffield]
Sagar Mitchell e James Kenyon, 1902, 3min, digital
M'liss (Marshall Neilan, 1918, 72 min, digital)
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

 

17h _ Barcelona de bonde [Barcelona en tranvía]
Ramón e Ricardo de Baños Martínez, 1909, 7min, digital
Dom Q, filho de Zorro [Don Q, Son of Zorro]
Donald Crisp, 1945, 107 min, digital
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

 

19h30 _ Um passeio por Viena [Eine Fahrt durch Wien]
1906, 4 min, digital
A igreja do diabo [Die Teufelskirche]
Hans Mierendorff, 1919, 52 min, digital
com apresentação e acompanhamento musical (piano) 

 

Domingo, 08 de novembro, na Sala Grande Otelo

 

17h30 _ A Jornada do Cinema Silencioso: conversa com Jay Weissberg
transmissão ao vivo, libras e tradução simultânea

 

19h30 _ Stellina, a pescadora de Veneza
1912, 30 min, DCP
Genuine
Robert Wiene, 1920, 83 min, DCP
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

  

Sexta-feira, 13 de novembro, na Sala Oscarito

19h30 _Um passeio de bonde pelas ruas de Aarhus [Med sporvogn gennem Aarhus' gade]

Peter Elfelt, 1905, 3 min, digital

A família Gyurkovics [Gyurkovicsarna]

John W. Brunius, 1920, 71 min, digital

com apresentação e acompanhamento musical (piano)

  

Sábado, 14 de novembro, na Sala Oscarito

 

17h _ Sessão de curtas: Cinema espanhol das origens (1906-1913)

76 min, DCP

com apresentação e acompanhamento musical (piano)

 

19h30 _Uma página de loucura [A Page of Madness/Kurutta Ichipēji]

Teinosuke Kinugasa, 1926, 78 min, DCP

com apresentação e acompanhamento musical (piano)

  

Domingo, 15 de novembro, na Sala Oscarito

 

17h _ Passeio de bonde pela cidade de Sheffield [Tram Ride through the City of Sheffield]
Sagar Mitchell e James Kenyon, 1902, 3 min, digital
M'liss
Marshall Neilan, 1918, 72 min, digital
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

 19h30 _ Um passeio no bonde funicular de Hong Kong [A Ride on the Peak Tramway, Hong Kong]

1900, 3 min, digital
O bobo [L'arzigogolo]]
Mario Almirante, 1924, 89 min, digital
com apresentação e acompanhamento musical (piano)

  

SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA 

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. 

Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. 

Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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