Entre os dias 5 e 8 de novembro de 2026, a cidade de
São Paulo receberá a 16ª edição da Virada Sustentável, o maior festival
e rede de conexão em sustentabilidade da América Latina.
O evento tem como
compromisso impulsionar a transformação socioambiental por meio da cultura, da
inovação e da participação cidadã, articulando o poder público, a iniciativa
privada e a sociedade civil para engajar a população na discussão de pautas
urgentes.
Dessa forma, a Virada promove uma grande campanha de
informação, conscientização e transformação por meio da cultura, abordando
pautas importantes para a sociedade de forma criativa, acessível e envolvente.
Por meio de diferentes expressões artísticas e experiências culturais, a
proposta é convidar o público a interagir, experimentar, se divertir e
refletir, transformando a informação em uma experiência viva e significativa.
O festival é totalmente gratuito e voltado para todos os
públicos, tendo o Centro Cultural São Paulo como o principal ponto de
encontro e se expandindo numa ampla programação descentralizada em parques,
dezenas de Centros Educacionais Unificados, Unidades Básicas de Saúde (UBS),
Fábricas de Cultura e unidades do Senac, além de equipamentos
culturais e áreas públicas, por todas as regiões da capital paulista.
“Para 2026, buscamos aprofundar o diálogo e avançar na
conexão entre o posicionamento e as atitudes socioambientais concretas.
Compreendemos que a sustentabilidade se ganha na prática, quando penetra todos
os territórios e renova o dia a dia da metrópole e de quem nela habita”,
comenta André Palhano, cofundador da Virada Sustentável.
No Centro Cultural São Paulo (CCSP), a Virada
Sustentável concentrará a programação da região central, dividida por eixos
temáticos. A Sala Adoniran Barbosa receberá os painéis do Fórum Cultura e
Sustentabilidade, realizado em parceria com o Sistema ONU no Brasil, reunindo
artistas, organizações, pesquisadores e redes para discutir como a cultura da
sustentabilidade já constrói, no presente, futuros mais justos.
No dia 5, primeiro dia da Virada Sustentável, o Fórum
debaterá Cultura e imaginários: criar, comunicar e mobilizar, focado no
poder das artes em transformar narrativas climáticas, e Cultura e
territórios: habitar a cidade em transformação, que abordará dinâmicas de
habitação nos dias atuais. No dia seguinte, dia 6, no período da manhã o tema
será Culturas do bem-viver: águas, alimentos e vida cotidiana, mesa em
que será discutida a nutrição e o acesso e distribuição de água no dia a dia. À
tarde, o painel será sobre Cultura e transformação econômica: produzir,
consumir e gerar valor, abrangendo a temática da economia sustentável.
A Sala Jardel Filho, no dia 5, receberá a edição
especial do Giro Filantropia, seminário voltado ao fortalecimento e à
capacitação de organizações do terceiro setor e projetos sociais. Na mesma
linha, o painel ECO É TOP – O futuro que nos une, marcado
para o dia 7, será voltado ao protagonismo jovem na pauta socioambiental. Rodas
de conversa sobre juventude, clima e masculinidade regenerativa terão espaço
nesta sala.
O CCSP, além de concentrar os debates e discussões
conceituais da Virada, também será palco das principais apresentações musicais
do festival, protagonizadas majoritariamente por mulheres, neste ano. Com
repertório baseado em ritmos brasileiros, a cantora e compositora baiana Mãeana
estará na abertura oficial da Virada Sustentável, na quinta-feira, dia
5, às 20h30.
No dia 7, no Centro Cultural São Paulo, será a vez da
cantora e compositora paulista Marie Gabriella, expoente da MPB e da
música de rezo, com canções sobre espiritualidade e cura. No mesmo dia,
também haverá o espetáculo ConecSOM Nave Gaia, idealizado por Débora
Cruz, no qual dez mulheres se apresentarão tocando handpans —
instrumentos percussivos de metal com sonoridade suave e hipnótica — combinados
a arranjos vocais.
Na Área de Convivência do CCSP, no domingo, dia 8, haverá um
baile, além da aula aberta A Terra que Dança, com Forró das Minas,
em que o público será convidado a vivenciar ritmos populares e a dança de salão
com protagonismo feminino. Também no mesmo local será realizada a jornada
dançante Passos para Futuros Possíveis, atividade que foca nos Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ainda no domingo, o Jardim
Suspenso receberá a apresentação musical Pic nic Guzman.
Alinhada ao princípio de impulsionar a transformação
socioambiental com a participação cidadã, o programa da Virada Sustentável, no
dia 7, será especialmente dedicado ao cuidado do corpo e da mente,
transformando o CCSP em um verdadeiro retiro urbano gratuito com curadoria da Virada
Zen.
Nessa jornada de desaceleração e cuidado será abordada na vivência de Ecologia
Interna, conduzida pelos grupos Fala Sampa e Tao do Nagual
com práticas de equilíbrio pessoal. Outros itens do programa serão a aula de Yoga
Dance com Fernanda Cunha, que une os fundamentos do ioga à
fluidez e expressão da dança intuitiva; a prática de Yoga com Re
Mozini, focada no alinhamento corporal e alívio de tensões; e a sessão de Sound
Healing com meditação, guiada por Wesley Limash no Jardim
Suspenso, utilizando as frequências e ressonâncias de instrumentos sonoros para
induzir o relaxamento profundo.
Em paralelo, a equipe do portal Personare realizará workshops
sobre saúde holística no Espaço Cênico Ademar Guerra, enquanto
terapeutas de psicanálise do Grupo Altis, da Ana Carolina Lisboa, comandarão
uma ação de acolhimento emocional e cuidados com a saúde mental no Foyer do
espaço cultural. Para o domingo, dia 8, a sessão de Deeksha, está
prevista uma experiência de transmissão de energia para relaxamento e conexão
interior.
As artes visuais, performances e o cinema são, igualmente,
expressões relevantes da Virada, que montará duas instalações artísticas com
duração ao longo de todo o evento: as Capivaras Infláveis, do artista Eduardo
Baum, infláveis gigantes no Jardim Suspenso e as Vagalumens, obra do
artista Henrique Roscoe que une arte, tecnologia e biologia ao espalhar
pequenos dispositivos eletrônicos autônomos que emitem luzes e sons delicados
ao anoitecer, simulando o comportamento de vaga-lumes reais. A fachada do CCSP,
no domingo, dia 8, ganhará um novo visual: será palco para a performance
vertical e acrobática da Cia Base.
Completam a grade do CCSP as atividades formativas com
oficinas como a Antes da câmera: como escutar territórios e revelar
histórias, ministrada pelo coletivo Mandū, o jogo pedagógico e dinâmico Mural
do Clima, para compreender as causas e consequências do aquecimento global
de forma colaborativa, o movimento Solarpunk, focado em imaginários
sustentáveis sob o Sol. Na oficina Clima do prato às redes, a jornalista
Débora Pinto tratará do plantio de PANC (Plantas Alimentícias Não
Convencionais), seguindo-se degustação de alguns produtos.
A Virada Sustentável ocupa toda a capital paulista
Tendo a descentralização e a acessibilidade como elementos
norteadores do festival, nas Fábricas de Cultura, a agenda é dedicada à
literatura infantil, à contação de histórias e ao meio ambiente, com
apresentações com música ao vivo direcionadas a crianças e famílias. Na
quinta-feira, dia 5, na unidade Jardim São Luís, a atividade Rio se
faz com córregos e riachos, a cargo de Adriana Ximenez e Irineu
de Palmira, abordará a importância da preservação das águas para o público
infantil.
No dia seguinte, sexta-feira, dia 6, na unidade Capão Redondo,
haverá contação Ser Tão Maria e João, conduzida por Heidi Monezzi,
que recria o clássico conto de fadas no contexto do sertão brasileiro.
Paralelamente, em Diadema, A Cor do Encontro, com Lúcia
Bissoto, abordará a diversidade e a cultura indígena Wapichana.
Ainda na
sexta-feira, a unidade Vila Nova Cachoeirinha sediará a atividade História
Embaixo da Árvore — Contos da Terra, em que Mônica Estela e André
Castanho vão narrar lendas e contos tradicionais voltados ao cuidado com o
planeta.
No sábado, dia 7, será entregue a Praça Victorio Finzetto
(Brasilândia, na Zona Norte) revitalizada com apoio da Sabesp,
oferecendo-se atrações para toda a família, como contação de histórias sobre os
rios, circo sustentável, espaço de brincar Projeto Chão, oficina de
bordado e show do grupo Forró das Minas.
Uma Caminhada da Sustentabilidade no Parque Burle
Marx (Zona Norte) e um “aulão” de Ioga ao ar livre acontecerão no
Parque Lidia, no primeiro dia da Virada. No dia 7, na Zona
Oeste, haverá observação de aves na Casa Guilherme de Almeida e uma
oficina de bolas com recicláveis no Museu do Futebol. Na região central,
ocorrerá uma mediação sobre memórias indígenas no Museu da Língua
Portuguesa. O público poderá participar de vivências de dança circular no Horto
Florestal, na Zona Norte e no Parque da Luz (Zona Central).
Completando a agenda, unidades do Senac São Paulo
oferecerão cursos e oficinas especiais para apresentar soluções práticas
sustentáveis: no Senac Santo Amaro, será realizada a oficina de Gastronomia
consciente, sobre aproveitamento integral dos alimentos e combate ao
desperdício; no Senac Faustolo, a atividade Introdução ao Upcycling
ensinará técnicas para reaproveitar materiais e têxteis descartados; no Senac
Jabaquara, haverá discussões sobre o Marco Legal do Saneamento. Na
unidade da Rua Doutor Vila Nova será exibido um mapa interativo e
educativo focado na gestão de recursos hídricos e na bacia hidrográfica da
cidade.
O bem-estar e a saúde da população também serão os temas de
aulas abertas e práticas corporais gratuitas em vários equipamentos públicos
distribuídos pela cidade. Na sexta-feira, dia 6, a AMA/UBS Vila Barbosa
realizará uma manhã de cuidados com sessões de terapia corporal integrativa,
práticas de Lian Gong (ginástica terapêutica chinesa) e dança circular,
enquanto o CEU Azul da Cor do Mar promoverá um “aulão” integrado de Tai
Chi Chuan e Ioga. Além disso, encerrando a programação, no domingo,
dia 8, práticas de meditação e relaxamento serão oferecidas no
CEU Heliópolis e uma feira de jogos educativos sobre a Mata
Atlântica será montada na Biblioteca Parque Villa-Lobos.
“A grade de atividades deste ano expressa uma visão cada vez
mais abrangente e sistêmica. Temos a convicção de que a preservação do meio
ambiente começa pelo cuidado com os indivíduos e pela consolidação de nossos
laços interpessoais. É esse fortalecimento humano que funciona como a
verdadeira engrenagem para promover mudanças reais e sustentáveis em toda a
comunidade”, comenta Mariana Amaral, cofundadora da Virada.
Toda a programação da Virada Sustentável 2026 é gratuita
e está disponível no site oficial e nas redes sociais do evento. Acesse aqui.
A Lei Rouanet apresenta Virada Sustentável 2026, com
realização do Governo do Brasil, do Ministério da Cultura, correalização da
Prefeitura de São Paulo e do Centro Cultural São Paulo. Esta edição tem o
patrocínio da PwC Brasil, o apoio da Sabesp e parceria da Nações Unidas no
Brasil (ONU), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, das
Secretarias do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e de Cultura, Economia
e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, da Casa Guilherme de
Almeida, Casa das Rosas, Casa Mário de Andrade, Fábricas de Cultura, Instituto
Poiesis, Metro, Senac, Sesc, SPCine, Cenários Futuros, Cine na Praça, LEV 360,
CINE, Coopermiti e Green Eletron.
Sobre a Virada Sustentável
Virada Sustentável é o maior festival de sustentabilidade da América Latina
que, ao longo de 16 anos, realizou 59 edições em 15 cidades. Com programação
construída em rede com organizações da sociedade civil, poder público, empresas
e comunidades, o festival une arte, sustentabilidade e mobilização social,
transformando espaços, parques e praças em palcos de mudança.
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